segunda-feira, 29 de junho de 2015

A INATIVIDADE MEDIÚNICA PERTURBA A SAÚDE DO MÉDIUM ?




O médium de prova é um espírito que antes de descer à carne recebe um "impulso" de aceleração perispiritual mais violento do que o metabolismo do homem comum, a fim de se tornar o intermediário entre os "vivos" e os "mortos". Assim como certos indivíduos, cuja glândula tireoide funciona em ritmo mais apressado - e por isso vivem todos os fenômenos psíquicos emotivos de sua existência de modo antecipado - o médium é criatura cuja hipersensibilidade oriunda da dinâmica acelerada do seu perispírito o faz sentir, com antecedência, os acontecimentos que os demais homens recepcionam de modo natural.

Compreende-se, então, o motivo por que o desenvolvimento disciplinado mediúnico e o serviço caritativo ao próximo, pela doação constante de fluidos do períspirito, proporciona certo alívio psíquico ao médium e o harmoniza com o meio onde habita. Algo semelhante a um acumulador vivo, ele sobrecarrega-se de energias do mundo oculto e depois necessita descarregá-las num labor metódico e ativo, que o ajude a manter sua estabilidade psicofísica. A descarga da energia excessiva e acumulada pela estagnação do trabalho mediúnico, fluindo para outro polo, não só melhora a receptividade psíquica como ainda eleva a graduação vibratória do ser.

O fluido magnético acumulado pela inatividade no serviço mediúnico transforma-se em tóxico pesando na vestimenta perispiritual e causando a desarmonia no metabolismo neuro orgânico. O sistema nervoso, como principal agente ou elo de conexão da fenomenologia mediúnica para o mundo físico, superexcita-se pela contínua interferência do períspirito hipersensibilizado pelos técnicos do Espaço, e deixa o médium tenso e aguçado na recepção dos mínimos fenômenos da vida oculta. Deste modo, o trabalho, ou intercâmbio mediúnico, significa para o médium o recurso que o ajuda a manter sua harmonia psicofísica pela renovação constante do magnetismo do períspirito, à semelhança do que acontece com a água estagnada da cisterna, que se torna mais potável quanto mais a renovam pelo uso. Na doação benfeitora de fluidos ao próximo, o médium se afina e sensibiliza para se tornar a estação receptora de energias de melhor qualidade em descenso do plano Superior Espiritual.













Ramatís - do livro Mediunidade de Cura

sábado, 27 de junho de 2015

FIRMEZAS DE UM TERREIRO




Muito se tem ouvido falar nos meios umbandistas com relação às firmezas necessárias para um bom andamento dos trabalhos num terreiro de Umbanda.
Logicamente que toda parte ritualística de uma Casa tem razão e função de ser, uma vez que a própria Umbanda tem fundamentos e é preciso preparar os mesmos como é falado em uma curimba de defumação.

Porém, além das firmezas materiais que estão ligadas aos elementos de trabalho dos Orixás, Guias e Entidades e que são catalisadoras das energias necessárias para esses trabalhos, ora servindo como força agregadora de energias positivas, ora desagregando as negativas, há outra firmeza de fundamental importância.

E qual seria essa firmeza? A firmeza que me refiro meus filhos é a firmeza interior de cada médium de Umbanda. Mas como se dá essa firmeza? Se dá através da humildade, do exercício do amor ao próximo e da caridade prestada sem pedir ou esperar nada em troca.

A firmeza interior trabalhada na humildade permite ao médium o esclarecimento de que ele não sabe tudo, que sempre estará em aprendizado pois a Espiritualidade por mais que ensine ainda não deu a palavra final.

Dessa forma o médium sempre estará acrescentando ao seu aprendizado ensinamentos novos, iniciando-se assim para ele sempre novas etapas, que devem ser ultrapassadas com muito respeito, amor, dedicação, renúncia e fé. A firmeza interior pautada no exercício do amor ao próximo fará o médium se ver novamente no lugar do outro que chega na Casa em busca de ajuda, auxílio, esclarecimento e compreensão como o próprio médium chegou um dia.

A firmeza originada na caridade fará o médium entender que não deve julgar quem quer que seja e que muitas vezes ele sofrerá ingratidão e descrédito por parte de algumas pessoas ao verem seus pedidos negados pelas entidades de Umbanda que não barganham e nem trabalham contra as Leis de Deus. Se hoje meus filhos já caminharam mais um pouquinho, mais motivos tem para buscar o exercício dessa firmeza interior.

Ser médium dentro do templo é muito fácil! O difícil é colocar-se como médium no dia-a-dia onde a sociedade pede muitas vezes uma postura não tão condizente com os ensinamentos de paz, amor e fraternidade deixados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembrem-se filhos de fé, é através de vossas atitudes que o templo do qual você faz parte será representado, é através das vossas condutas que a Umbanda será mostrada a outras pessoas. Médium, sinônimo de ponte, meio, instrumento. Que o médium de Umbanda seja um instrumento dócil nas mãos de Pai Oxalá para que assim as bênçãos de amor e luz possam se fazer na Terra.















 Fonte: Um Caboclo em Terras brasileiras Mensagem recebida em 09 de agosto de 2006, por Maria Luzia Leitão do Nascimento 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

SOCORRE SEMPRE COM AMOR E POR AMOR




Quando te vejas defrontado pela penúria de um irmão de caminhada, não te digas impotente de ajuda. Recorre ao arquivo da alma, e encontraras inconfundível a receita para toda dor, que o amor de alguém te legou, na infância ou na mocidade e aplica para o irmão sofredor os ingredientes da ternura e da bondade que te curaram quando a dor surgiu em ti. Embora a ignorância se faça sentir em ti pela falta de cultura que desconheces, não te digas incapaz de orientar ao que te procura em sofrimento. Recorda as lições sábias da mamãe expressas na fortaleza da fé, dando-te a coragem de enfrentar o novo dia, sem outra preocupação, a não ser a de servir obedecendo com humildade e, transmite esperança sem temor de errar. Para toda dor da alma humana, encontraras recursos para servir e socorrer, orientar e amparar se tens a capacidade de ouvir e aplicar as lições de amor que recebeste até aqui. Acoberta o triste, com o sorriso, que te acobertou na hora da tristeza, através da tua mãe. Abraça ao irmão em desespero e sem fé ,lembrando da fé e da esperança que alguém depositou em ti, para que jamais caísses em desespero. Fala aos que nada esperam da vida, dos tesouros recebidos na hora em que o desanimo te visitou. Transmite a herança de alegria e paz que recebes constantemente do eterno amor, como filho. Não guardes apenas para ti, o que pertence a outros também. Lembra que és um veiculo ao serviço do Senhor para distribuir-lhe , as alegrias da alma que te confia em benefícios de todos. Não te detenhas na paz que desfrutas, se desejas que esta te acoberte para sempre. Não descansa enquanto haja penúria e dor em torno de ti. Atende ao chamamento de socorro que o céu te envia, socorrendo em distinção. Abre as portas do coração para a piedade e a beneficência a fim de que, as pernas e os braços, o cérebro e o coração que te abençoam a presença na terra, sejam as ferramentas constantes de que o Pai se serve para dizer aos homens que somos todos irmãos, e que devemos amar no amparo e no socorro mútuo, para que desapareça duma vez por todas, a imagem degradante da indiferença, na forma de orgulho e da vaidade que nos separam quais seres diferentes uns dos outros, a procura de um Pai para cada um.

 Paz, muita paz, filhos!














BEZERRA DE MENEZES 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

SE ALGUÉM TE FERIR NA FACE DIREITA





Vós tendes ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quer demandar-te em juízo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e se alguém te obrigar a ir carregado mil passos, vai com ele ainda mais outros dois mil. Dá a quem te pede, e não volte às costas ao que deseja que lhe emprestes. (Mateus, V: 38-42).



Os preconceitos do mundo, a respeito daquilo que se convencionou chamar ponto de honra, dão esta suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e do exagerado personalismo, que leva o homem à geralmente retribuir injúria por injúria, golpe por golpe, o que parece muito justo para aqueles cujo senso moral não se eleva acima das paixões terrenas.

Eis por que dizia a lei mosaica: Olho por olho e dente por dente, mantendo-se em harmonia com o tempo em que Moisés vivia. Mas veio o Cristo e disse: “Não resistais aos que vos fizer mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra”. Para o orgulhoso, esta máxima parece uma covardia, porque ele não compreende que há mais coragem em suportar um insulto, que em se vingar. E isto, sempre, por aquele motivo que não lhe permite enxergar além do presente.

Deve-se, entretanto, tomar essa máxima ao pé da letra? Não, da mesma maneira que aquela que manda arrancar o olho, se ele for  causa de escândalo. Levada as últimas consequências, ela condenaria toda repressão, mesmo legal, e deixaria os campos livres aos maus, que nada teriam a temer; não se pondo freio às suas agressões, bem logo todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da natureza, nos diz que não devemos entregar de boa-vontade o pescoço ao assassino.

Por essas palavras, Jesus não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Dizendo-nos, para oferecer uma face quando formos batidos na outra, disse, por outras palavras, que não devemos retribuir o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que tende a reduzir-lhe o orgulho; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir; suportar pacientemente uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros. Isto, ao mesmo tempo, é a condenação do duelo, que nada mais é que uma manifestação do orgulho.

A fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa o mal impune, é a única que nos pode dar força de suportar, pacientemente, os atentados aos nossos interesses e ao nosso amor próprio. Eis por que vos dizemos incessantemente: voltai os vossos olhos para o futuro; quanto mais vos elevardes, pelo pensamento, acima da vida material, menos sereis feridos pelas coisas da Terra.





























segunda-feira, 22 de junho de 2015

A ALIANÇA DA CIÊNCIA COM A RELIGIÃO

             


A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem à negação das outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade, que se acredita existir entre essas duas ordens de ideias, provém de uma falha de observação, e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte. Disso resulta um conflito, que originou a incredulidade e a intolerância.
   
São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber o seu complemento; em que o véu lançado intencionalmente sobre algumas partes dos ensinos deve ser levantado, em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; e em que a Religião, deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis, essas duas forças, apoiando-se mutuamente e marchando juntas, sirvam uma de apoio para a outra. Então a Religião, não mais desmentida pela Ciência, adquira uma potência indestrutível, porque estará de acordo com a razão e não se lhe poderá opor a lógica irresistível dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era necessária alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as ligasse. Esse traço está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido.


Mas nisto, como em tudo, há os que ficam retardados, até que sejam arrastados pelo movimento geral, que os esmagará, se quiserem resistir em vez de se entregarem. É toda uma revolução moral que se realiza neste momento, sob a ação dos Espíritos. Depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela chega ao momento de eclosão, e marcará uma nova era da humanidade. São fáceis de prever as suas consequências: ela deve produzir inevitáveis modificações nas relações sociais, contra o que ninguém poderá opor-se, porque elas estão nos desígnios de Deus e são o resultado da lei do progresso, que é uma lei de Deus.












sábado, 20 de junho de 2015

FÉ E CRENÇA






Você se considera uma pessoa que tem fé ou apenas crê?

Talvez você responda que fé e crença são a mesma coisa. Mas não são.

A palavra fé é fidelidade.

Crença expressa uma opinião vaga, incerta, indefinida. Quando alguém diz: Creio que vai chover, creio que Fulano viajou, está apenas emitindo sua opinião.

Já a fé é uma atitude de fidelidade, de harmonia, de sintonia.

Quando nosso aparelho de rádio está sintonizado com a onda eletrônica emitida pela estação emissora, capta nitidamente a música irradiada pela mesma.

Podemos dizer que nosso rádio tem fidelidade, alta fidelidade, com a emissora.

Caso nosso aparelho não esteja afinado na mesma freqüência, sintonizado com a estação emissora, não captará a música.

Assim acontece conosco em relação às emissões do Alto. Se estivermos sintonizados com a Divindade, captaremos as emissões Divinas com fidelidade.

Quando os discípulos disseram ao Mestre: "Senhor, aumenta-nos a fé", Jesus lhes respondeu:

"Se tiverdes fé, que seja como um grão de mostarda, e disserdes a esta amoreira: arranca-te e transplanta-te para o mar! Ela vos obedecerá."

Os discípulos de Jesus pedem: Aumenta a nossa fidelidade, a nossa  sintonia, a nossa harmonia com o Mundo Espiritual.

Robustece a relação entre nossa consciência humana e a Consciência Divina.

Eles sentem que têm uma ligeira fidelidade com o Mundo da Realidade Divina, mas sentem também a fraqueza e pequenez dessa sua fidelidade.

Então Jesus lhes respondeu: Se tiverdes fidelidade, genuína e autêntica, mesmo que seja inicialmente pequena, como um grão de mostarda, tereis poder sobre todo o Mundo material.

O homem que tem fé, busca a fidelidade, a sintonia com as Leis Divinas, e através da auto-realização, conquista o seu céu interior, já que o Reino do Céu está dentro de cada indivíduo, conforme assegurou Jesus.

O homem que realmente tem fé, busca a harmonia interior praticando o bem de forma altruísta e desinteressada, e não espera recompensa alguma pelo fato de ser bom.

Jesus enalteceu a fé em Deus e em Sua justiça, porque conhecia os mecanismos que regem a vida.

Assegurou que somos deuses pois sabia que podemos desenvolver a Centelha Divina que há em nós, através da fé, ou fidelidade às leis maiores.

Mas para sintonizarmos com as emissões que vêm do Alto, temos que eliminar dos canais da mente os ruídos provocados pelo orgulho e pelo egoísmo.

Temos que aumentar nosso potencial de fidelidade aos ensinos do Mestre de Nazaré. Só então poderemos nos dizer homens de fé.

*   *   *

"Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."












Redação do Momento Espírita, com base no
 cap. Fé incondicional, do livro Sabedoria  das
 palavras, de Huberto Rohden, ed. Alvorada.

02.01.2008.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

DESCARGA ENERGÉTICA , RECICLANDO O LIXO ASTRAL







A marola do mar
Vem chegando
E as Caboclas Sereia
Descarregando



As pessoas que comparecem à sessão de caridade num terreiro de Umbanda, preponderantemente estão com algum transtorno ou algo as incomodando. Uma minoria vem com regularidade pelo fato de gostar somente e não apresentam nenhum sofrimento aparente. Raríssimo são os que assistem à palestra e não querem receber o passe por sentirem-se bem. Como o médium passista doa fluídos e de regra nunca recebe de nenhum consulente, se formos raciocinar com profundidade o passe deveria ser somente para àqueles que realmente estão precisando. Existe uma cultura estabelecida “papa passe” e se fôssemos deixar o portão do terreiro aberto muitos compareceriam só na hora do passe e iriam embora – esta coisa de palestra é muita chata pensam. Por que será que em outras religiões, como por exemplo, nas missas católicas os presentes só recebem a hóstia após as preleções e da eucaristia e ninguém chega de última hora? Pensemos que talvez caridade deva ter hora certa para início e término não sendo assistencialismo que vulgariza as sessões.

Diz-nos Vovó Maria Conga que a Umbanda ainda é um saco de todos os gatos, e que se não colocarmos ordem e disciplina nos ritos uma hora o saco vai rasgar, referindo-se aos que ficam nos botecos bebendo e jogando sinuca ou em casa vendo a novela tomando a cervejinha com o bife acebolado e saem correndo em cima da hora para não perderem o passe no terreiro camarada. O saco rasgado é o médium extenuado que é sugado até a última gota de seu fluído e ainda deixam nele um monturo de lixo astral; peias magnéticas, larvas astrais, vibriões, enfim, toda sorte de energias negativas que são despejadas juntamente com as lamúrias, choros e pedidos de ajuda os mais diversos.

Mesmo após a defumação do templo e das palestras que elevam o psiquismo dos presentes facilitando a liberação de suas energias negativas, culminando com ritual de fogo antes da abertura da sessão propriamente dita, o que é um potente elemento desintegrador de miasmas e vibrações pesadas, ainda assim os consulentes entram para os passes e consultas ensimesmados, com ideias fixas e presos às suas dores e queixas e consequentemente também imantados aos obsessores diretos ou indiretos, como o são os espíritos desencarnados que se lhes fixam-se nos chacras com a finalidade de haurir suas energias animais.

Durante os passes e as consultas ocorre grande movimentação astral e dentro do merecimento de cada um são afastados obsessores, desmanchados campos de forças oriundos de magia negativa, “mau olhado”, quebranto, e uma infinidade de resíduos energéticos gerado pelos chacras desequilibrados que estão colados em torno do duplo etéreo dos atendidos, literalmente parecendo um ar condicionado com o filtro sujo e entupido que fica limpo e recondicionado após o atendimento.

Diferentemente das sessões desobsessivas dos centros espíritas ortodoxos, em que os médiuns dão várias passagens à manifestação de espíritos desalinhados e sofredores para serem doutrinados, na Umbanda o medianeiro está vibrado por um guia que serve como se fosse um escudo protetor. Mesmo assim o aparelho mediúnico muitas vezes ao final dos trabalhos ressente-se tal o volume de “lixo astral” que fica acumulado na área etérea contígua ao terreiro físico. O que faremos com todas estas energias negativas? Deixá-las paradas num local que nos é sagrado e cultuamos os orixás? Claro que não.

Não sei como certos centros espíritas conseguem desintegrá-las “só” com a força da oração após todas àquelas manifestações. Lembro-me que quando trabalhava na desobsessão kardecista por várias vezes saia dos trabalhos com as pernas trêmulas, sentindo-me enfraquecido e não era incomum sentir dor de cabeça e de barriga e alternadamente ter pesadelos noturnos com os atendidos. Comecei a me fortalecer quando retornei a frequentar a Umbanda até que um dia Caboclo Pery “proibiu-me” de continuar no trabalho de mesa com sofredores sob pena de minha mediunidade ficar em frangalhos e eu adquirir uma séria fadiga fluídica. Como meus chacras e tônus mediúnico estão vibrados para trabalhar com as entidades ligadas a Umbanda pela modalidade de incorporação, creio que isto acaba obstando um trabalho concomitante nas hostes kardecista aos moldes habituais que eles usam na desobsessão, o que é uma especificidade da minha mediunidade e não serve de modelo para outros médiuns que atuam no kardecismo ao mesmo tempo em que nos terreiros e não se ressentem energeticamente. Oportunamente, Caboclo Pery no seu linguajar direto e simbólico me explicou melhor:

- Caboclo Pery: meu filho, que adianta um carro moderno se a gasolina é colocada com impurezas no tanque? Procure colocar um pouco de água lamacenta ao combustível e veja o que acontece ao modelo mais tecnológico. É isto que ocorre em alguns centros espíritas. Usam a gasolina que em associação é a prece, mas se esquecem da água lamacenta que são os restos fluídicos deixados pelos espíritos atendidos e que se encontram com seus corpos astrais em péssimos estados, iguais a andarilhos mendicantes. Não se preocupam com o destino dos fluídos negativos. Esperam que façamos tudo no plano espiritual como se fôssemos “santos” infalíveis. A própria barreira magnética vibracional que se forma no plano denso, na crosta e nos corpos físicos é de difícil superação a nós, quando não impossível frente a alguns médiuns desalinhados no dia da tarefa caritativa. Alie-se a “desatenção” com estas energias que não são descarregadas devidamente para a natureza à desconcentração da corrente - o que muitas vezes se intensifica pela ausência de ritual o que leva as mentes inquietas sem terem um ponto de apoio para a concentração a “voarem por aí” como se fossem passarinhos fugindo das gaiolas - coisa natural após dez a doze horas de trabalho profissional, crescido o cansaço, fome e sono, e não tem mentor no plano espiritual que consiga fazer em todas as sessões uma assepsia satisfatória no ambiente ao final dos trabalhos, por eventualmente falharem os aparelhos na Terra, o que acaba servindo de aprendizado aos médiuns vigilantes. 

Como um bumerangue que volta ao lançador, pode ficar os fluídos enfermiços em alguns médiuns mais sensíveis e os sofredores do lado de cá saem aliviados. Aos menos se tomassem um bom banho de arruda, coisa que já tem comprovação científica de suas propriedades adstringentes e dispersivas, ao deitarem no descanso de seus lares teriam uma boa noite de sono e no outro dia estariam “novos”. No seu caso pelo seu corpo astral estar vibrado para a corrente mediúnica da Umbanda, ao não fazer a descarga energética em nossos moldes, acabava a sua aparelhagem indiretamente sendo a coletora do lixo astral que ficou no ambiente, o que se agravava pela proibição da manifestação das entidades de Umbanda em sua sensibilidade ao final dos trabalhos e por repercussão vibratória somatizava e criava as enxaquecas e diarreias, o que na verdade é uma descarga energética orgânica.

Quanto aos pesadelos, nem sempre foi assédio de algum malfeitor do lado de cá. Muitas vezes um cascão astral tem “memória” e ao ficar grudado na sua aura você acabava recebendo em sua tela mental as impressões gravadas nesta egrégora, como se vivo estivesse. O metabolismo do corpo físico rapidamente desintegrava-o. Antes, contudo, fazendo-o sofrer, o que seria dispensável se soubessem manipular os elementos e condensadores energéticos necessários para desintegrar todos estes restos fluídicos deletérios. Há que se comentar que não devemos generalizar. Por certo a maioria dos medianeiros espíritas sai bem ao final dos trabalhos e não tem suas auras “abertas” para as peculiares vibrações da Umbanda, como só acontecer com os trabalhos magísticos que exigem que o médium umbandista durante o seu desenrolar seja usado como “armazenador”, retendo nele – chacras - os fluídos pesados que são descarregados somente ao término dos atendimentos.

Ao final das sessões, encontros caritativos que às vezes são atendidos 150 consulentes, não é incomum o ambiente ficar gelado, nossas mão frias e os médiuns pálidos. Outras vezes sentimos taquicardia, sudorese, estufamento estomacal, dor abdominal e de cabeça, nas pernas ou braços. Ficam montes de energias pesadas imantadas e fixadas nos centros de forças dos orixás que temos dentro do terreiro. Eventualmente ficam espíritos que devem ser encaminhados para os locais que lhes são afins no astral, seja entreposto hospitalar socorrista ou para as suas próprias organizações. Quando são devolvidos aos seus chefes, isto é terrível para eles, mas nada os guias podem fazer pelo fato de ainda não terem alcançado merecimento para socorro. Outros há que são encaminhados para a rua, no astral, pois são perambulantes que estavam sugando os consulentes e sem darem-se conta entraram no terreiro. Nenhum espírito que não seja mentor da Umbanda pode ficar no ambiente astralizado que tangencia o terreiro, que deve ficar ionizado em vibrações positivas como estava no inicio dos trabalhos. Os campos de força dos orixás não podem ficar vibrando com negatividades humanas sob pena de se comprometer o fluxo de axé – energia primordial e vital – mantenedora do congá e da casa.


Então, com cânticos de yemanjá, e o elemento aquático que se liga ao sitio vibracional do mar; Iansã e elemento eólico que se enfeixa com as correntes aéreas; exu, que é movimento; omulu, o elemento telúrico da terra em seu potente magnetismo de atração,..., se dão as incorporações aos finais dos trabalhos re-energizando os médiuns e ao mesmo tempo deslocando todos os fluídos negativos para a natureza transmutadora. Esta dinâmica de descarga energética se apoia na utilização de três alguidares – vasilhames de argila - água, cachaça e terra, que são jogados ao final em um jardim e com o fogo – álcool- que é utilizado em todos os trabalhos.
















espiritualizandocomaumbanda.blogspot

Este texto faz parte do livro "UMBANDA & SACERDÓCIO", no prelo pela Editora do Conhecimento. Ao transcrever, mantenha os créditos )

terça-feira, 16 de junho de 2015

A FELICIDADE DE AMAR



A harmonia é um sentimento que nos induz a paz interior, que permite estar bem conosco, e sentirmos assim as vibrações da Inteligência Universal, Energia pura que erradia no âmago de cada ser, quando o seu próprio eu é um conjunto de atributos e qualidades superiores, que se expressa pela a justiça, compreensão, a beleza do amor e da amizade.

São esses sentimentos que incentiva o objetivo da nossa existência neste maravilhoso Planeta azul, que nos serve de escola, onde todos seres vem fazer sua evolução, e que cada momento da evolução é importante, que há um longo caminho para completá-la, e que todos pertencemos ao agregado familiar da mesma essência. É com essa base de princípios que podemos ser cristãos e tratar nossos semelhantes com respeito, realçar suas qualidades, para unidos viver e lutar com um bom relacionamento para o progresso tanto material como espiritual.

E com essa atitude consciente que compreendemos que o homem encontra-se inserido na dimensão do universo, em que a terra faz parte, e que a criação é relação da vida e da natureza , temos que considerar e respeitar as leis naturais universais que tudo regem, porque o objetivo principal da vida é a evolução espiritual. Mas, para percorrer esse longa jornada terrena é necessário que submetamos as nossa ações numa introspecção diária dos nossos atos, e empenharmo-nos para sermos responsáveis e nobres porque soubemos que tudo na vida depende do nosso desempenho para vivermos harmonia com o todo e termos paz de espírito para um resultado benéfico no cumprimento dos nossos deveres.

Ser altruísta é amar e se doar sem reservas sem preconceitos de estar em qualquer lugar que se faça necessário a sua presença, porque sua estrutura psíquica esta preparada para aceitar a desigualdade das esferas sócias para estender a mão na formação de núcleos bem estruturados, e se embrenhar nos ambientes dos mais inóspitos para atender e socorrer nas varias dificuldades da humanidade.

A felicidade de amar é amar o próximo como a si mesmo.















Por Arminda Lopes

domingo, 14 de junho de 2015

CONVERSANDO COM A UMBANDA



Umbanda é prática da Caridade. Mas Caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também esclarecer.

E a Umbanda para isso, coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a nossa disposição. Nós umbandistas temos o dever de repassar essas ferramentas, de fazer com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as “mirongas de Umbanda”, mas de forma simples e prática, devemos também repassá-las para que a assistência para que ela também se beneficie, quebrando sua dependência em relação aos guias.

Umbanda é Esclarecimento. Pois ela também nos Esclarece em relação ao mundo espiritual, as leis karmicas, de afinidades, a respeito dos Orixás e da família espiritual de cada um e do nosso papel perante todas essas diversidades.

Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento pessoal de cada um, pena que a maioria dos umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos e com a manifestação física, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista para sua doutrina que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.

As pessoas insistem em ficar culpando a espiritualidade por suas condições pessoais, buscando jogar a culpa nos outros.

O verdadeiro "diabo" não é ostensivo, pelo contrário, é discreto demais, mas é radical em seus propósitos. Ele age na calada oculta do ego, sempre estimulando as reações extremadas, mesmo aquelas disfarçadas de causas justas, ou aquelas revestidas de aparente raciocínio crítico. Ele gosta dos corações empedernidos no ódio e das mentes ressequidas de orgulho.

O verdadeiro "diabo" não criou inferno algum, pois ele já o encontrou plasmado dentro das pessoas cheias de medo e culpa. E, para sua própria surpresa, descobriu que o tal inferno não é um lugar, mas um estado de consciência, mantido pelas próprias pessoas. E ainda mais: descobriu que ali não é quente, pelo contrário, é um clima sombrio e frio, sem o calor da luz e sem o viço da alegria.

Pois é, o "inferno" é um estado de consciência, e o diabo não é uma entidade maléfica à parte do ser humano, nem mesmo um ser criado por Deus. Não mesmo!

O verdadeiro "diabo" se chama IGNORÂNCIA, e as pessoas o adoram, principalmente os fundamentalistas de qualquer área, seja religiosa, técnica ou espiritualista, que simplesmente são os seus maiores divulgadores.

Esse é o "diabo" que precisa ser exorcizado dos homens: a ignorância em qualquer de suas manifestações.

Cuidado pois a SABEDORIA pode também se tornar ignorante. É isso mesmo a majestosa sabedoria, que é o acúmulo de conhecimentos vivenciados, através de uma nova personagem que é a VAIDADE pode se tornar sim ignorante.

O Poder da vaidade é tamanho que quando iniciamos em uma nova trajetória de conhecimento e chegamos num determinado momento dessa aprendizagem, começamos a pensar se devemos continuar e desvendar os objetivos daquele ensinamento ou se não já sabemos o suficiente e devemos parar.

Mas qual é o papel da vaidade senão proteger-nos de uma sabedoria que, se atingida, nos dará a capacidade para reconhecê-la, transferindo para nosso consciente o saber de como reconhecer atitudes de pura vaidade, tanto as nossas e quanto as das outras pessoas.

Não subestime sua vaidade! Na maior parte do tempo acreditamos que a controlamos ou mesmo que não a possuímos. Mas o que é isso senão a vaidade de não nos vermos como pessoas soberbas.

Quando somos obrigados a abandonar algo, que reconhecemos como fonte de algum prazer, alegando, por exemplo, que não temos interesse, é a vaidade novamente salvando-nos, ao satisfazer o inconsciente com a falsa percepção de que não carecemos desse prazer e, por isso, não continuamos adiante. Nesse momento, a vaidade troca a batalha da sabedoria que nos impulsionaria a encontrar formas para atingir aquele prazer, direcionando-nos diretamente para as glórias da ignorância que nos permite “imaginar saber” como seria desfrutar daquele prazer.

Mas, ter sabedoria é bem diferente de obter informação, pois, enquanto a informação se resume em quanto conteúdo que alguém pode assimilar sobre um determinado assunto, mesmo sendo este conteúdo fruto a sabedoria do outro; a sabedoria, na realidade, representa o processo psíquico que organiza de forma racional qualquer fato, acontecimento, informação ou pensamento, permitindo que nós mesmos reconheçamos seu conteúdo, e o colocamos em prática no nosso dia-a-dia.

Por sua vez, a ignorância é bem diferente de desconhecimento, pois, enquanto o desconhecimento representa apenas tudo àquilo que ainda não foi vivenciado ou apreciado por nossa razão, incorporando-se ao nosso inconsciente como conhecimento ou enquanto forma de saber; a ignorância é a consciência que temos da ausência do conhecimento.

Mas o que a vaidade tem a ver com tudo isso?

A vaidade surge em nossas vidas ainda na infância, quando passamos a ter a percepção de nós mesmos e com o tempo, enquanto evoluímos, ela evolui também. O problema é que a vaidade pode evoluir mais, ou menos, que nós mesmos evoluímos enquanto seres humanos e de forma “independente”, posto que a vaidade é fruto de nossa “psique”.

Ficou confuso! Mas, é isso mesmo! A vaidade evoluindo mais ou menos que nossa personalidade (nós mesmos), sempre influenciará nossas atitudes e, por ser “independente”, subjuga nossa sabedoria ou desperta nossa ignorância, evitando, assim, que atinjamos o saber, e passamos a barganhar com nós mesmos ofertas de um pouco de conhecimento ou algo que nos dê prazer.

Assim, a IGNORÂNCIA é a prisão da SABEDORIA e a VAIDADE sua fiel sentinela.
Então, esse é o momento de adquirir conhecimentos para transformar as experiências da vida em sabedoria, para assim vencer a ignorância e desfrutar de todo prazer que puder obter. Não desista ainda, pois se você chegou até aqui é porque seu inconsciente (sabedoria) está interessado em evoluir e, assim, poder tirar suas próprias conclusões com base no conhecimento (do saber) vencendo a ignorância (do desconhecimento).

Acredito que agora você já esteja conseguindo identificar a diferença entre possuir uma informação e ter conhecimento.

Quem nunca presenciou debates onde os participantes buscam primeiro defender seus pontos de vista de modo a sobressair aos do outro! Onde está o debate em torno do tema?

O que vemos aí é apenas a vaidade de cada um que, escondendo a ignorância, luta com os mais ardentes argumentos para que suas informações (desconhecimentos) não sejam vistas como inverdades (ignorância).

Infelizmente, nós criamos o hábito de valorizar, por pura vaidade, aqueles que, de alguma forma, mesmo que reprováveis, conseguiram alguma posição ou prestígio social, e quando fazemos isso, não nos damos conta de que nosso próprio esforço, conhecimento, realizações, etc, somente terão o reconhecimento merecido quando, de alguma forma, estivermos de outro lado, em igual situação.

Devemos aprender a valorizar o saber, o conhecimento. Um sábio acaba frustrando nossa vaidade, pois nos obriga a pensar para chegar às nossas próprias conclusões, mesmo com o risco de fracassar, ao passo que o ignorante apenas afirma o que já sabemos, dando-nos a falsa impressão de possuir tanto saber quanto ele, não nos acrescenta nada, mas acabamos nos sentindo valorizados. Vaidade, vaidade, vaidade… tudo é vaidade.

Lembre-se: Tem coisas que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida ou a situação possa ajudar a mudar.

A Umbanda está cheia de milagres e encantos, cheia de exemplos de superação, simplicidade e humildade. Mas esses milagres e encantos, esses exemplos são simples, acontecem a todo o momento, que acabamos por banalizá-los e não os percebendo. Faz-se necessário que deixemos nossa vaidade de lado, acabando com a ignorância, para que assim possamos seguir rumo a evolução proposta pela UMBANDA.


Então, escute, ouça, sinta… Seja um com Ele! Nisso reside todo Mistério.































sábado, 13 de junho de 2015

MENTOR FÍSICO E MENTOR ESPIRITUAL






O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo; os profetas poderiam ser considerados médiuns; Sócrates era dirigido por um espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia, pois ouvia sua voz interior; Joana D'arc foi guiada pela voz de Deus, seu grande mentor. O dom mediúnico está relacionado ao seu mentor. Deus quer que este seja o seu instrutor dos interesses da alma e que seu aperfeiçoamento moral se torne o que deve ser, ou seja, o começo, o meio e o fim da vida como seu objetivo, assim explicava Allan Kardec.

O espírito humano segue uma marcha necessária, a imagem da escala de todos os que povoam o universo visível e invisível e todo progresso chega à sua hora; uns antes do que os outros, auxiliados por mentores, sejam eles encarnados ou não, visíveis ou invisíveis. O mentor tem como principal função, a orientação usando o veículo intuição; por isso, o mais importante é confiar nela, respeitá-la e ter fé, assim você conseguirá antever o futuro e se preparar contra qualquer armadilha e outros imprevistos.
Mas quem são nossos mentores? Acima de tudo, Deus, Jesus Cristo e os anjos guardiões na maioria das religiões; para os espíritas, homens e mulheres de bem que já desencarnaram e se comunicam através de veículos como a psicografia, sempre com a intenção de orientar seus protegidos; para os umbandistas, os caboclos, preto-velhos e assim por diante, isso vai depender da religião que professa. E seu nome? Quando for permitido, ele dirá, não se preocupe, porém devemos desconfiar de certos nomes bizarros ou ridículos usados por seres inferiores; os espíritos de luz são escrupulosos no tocante as providências que podem nos aconselhar; dão conselhos perfeitamente racionais e toda recomendação que se afaste da linha reta e do bom senso ou das leis imutáveis na natureza, não é digno de confiança; o fim sempre será serio e útil. Já os espíritos maus sopram a discórdia e pérfidas insinuações.

Já o mentor físico, é aquele que orienta com conselhos, confere um novo ânimo para que todos sigam em frente quando tudo parece difícil. Ele não julga, porém, esclarece; essa é a sua função. Acompanha, ensina e fortalece o grupo no crescimento em todos os aspectos, tanto na vida pessoal como profissional. Sabe de tudo um pouco, mas não invade a privacidade; apenas mostra caminhos, oferecendo alternativas, pois já vivenciou na prática experiências que outros ainda não. Ele incentiva a comunidade a buscar a informação e conseqüentemente a obtenção de mais conhecimento e sabedoria, independente do grau de instrução que as pessoas possuem. Também conta com o apoio espiritual de seus mentores; porém, assim como nas escolas gnósticas ou de Sofia, para ocorrer esta aproximação, deve existir a afinidade, confiança e respeito entre o grupo e o mentor.

Nem todos podem ser mentores; se ele tem uma vida agitada ou não tem paciência para ouvir os problemas ou se a sua visão quanto às religiões for limitada, é improvável que o seja, pois isso requer dedicação integral ao próximo. Ter uma boa reputação e com isso um valor moral justo (saber a diferenciação entre o bem e o mal) e ético (ver o bem e o mal em relação ao outrem) também contribui para ser um mentor de qualidade. Além disso, deve ter prazer em orientar e não ter isso como obrigação. Aliás, para ele, sua máxima deve ser sempre: Deus é amor, amor é Deus.

















Por: Monica Buonfiglio