sábado, 29 de outubro de 2016

MEDIUNIDADE e VIDA FÍSICA






Todo médium é um ser encarnado e, como tal, tem um corpo físico e uma vida material para cuidar, além da espiritual.

O corpo físico é apenas matéria, é um empréstimo, é temporário, mas é uma extensão do espírito e deve durar o tempo suficiente para o cumprimento da tarefa a que ele se dispôs aqui na Terra, inclusive a mediúnica. Dessa forma, exigirá dele certos cuidados práticos que não podem ser negligenciados, a fim de que não se comprometa o seu plano de encarnação, nem a sua tarefa como médium.

Da mesma forma, a vida material é intrínseca à encarnação e implica em certos cuidados “mundanos” que não podem ser deixados de lado, para que não venham a causar preocupações e desgastes desnecessários, comprometendo tanto o seu plano encarnatório, como sua tarefa como médium.

Para cumprir essa tarefa, ele precisa estar bem como ser encarnado, do contrário não poderá atender satisfatoriamente às exigências e condições do trabalho espiritual.

É preciso que o médium se lembre de que sua vida física é também uma parte integrante importante de sua vida espiritual e não pode ser separada, isolada, anulada, negligenciada ou ignorada, para que o seu próprio espírito não se prejudique com isso.

É como diz Wagner Borges, em seu livro Falando de Espiritualidade:
“Não fuja da vida humana normal. Deus está em tudo e o plano extrafísico interpenetra a dimensão humana. Logo, a energia divina também está na vida natural de todos”.

Aspectos que interferem na mediunidade

Alimentação - o médium deve ter atenção especial à sua alimentação. Excesso devem ser evitados, pelo menos, nas 24 h que antecedem o trabalho mediúnico ou energético.

 Higiene física e mental - A higiene é parte importante na manutenção da saúde de qualquer ser encarnado e deve ser preocupação do médium também.

A higiene física, caracterizada pelos bons hábitos comuns que aprendemos desde crianças, não deve ser esquecida, pois além de proporcionar maior bem estar ao médium, é também uma atitude de respeito para com os colegas de trabalho e os assistidos, que não precisam ficar sujeitos aos efeitos naturais de sua falta de higiene, como mau hálito, odor de suor, odores dos pés, etc.

“Embora as forças do espírito sejam autônomas e se manifestem independentemente das condições físicas ou da saúde corporal, o êxito mediúnico de passes e fluidificação de água é afetado quando os médiuns ou passistas negligenciam a sua higiene física e mental.

“... a higiene corporal e o asseio das vestes dos médiuns durante suas tarefas mediúnicas terapêuticas nada tem a ver com rituais, práticas ortodoxas ou quaisquer cerimônias de exaltação da fé humana.

O uso do sabão e da água para a limpeza do corpo físico é necessidade essencial com o fito de eliminar-lhes a sujidade, o mau odor e os germens contagiosos que podem afetar os pacientes”.

 “Entre os pacientes submetidos aos passes mediúnicos serão poucos os que se sentem atraídos e confiantes no médium que, arfando qual fole vivo, sopra-lhes no rosto o seu mau hálito e respinga os de saliva, enquanto ainda os impregna com a exalação fétida do corpo ou dos pés mal asseados. Outros médiuns ainda acrescentam a tais negligências o odor morno e sufocante do corpo suado, da brilhantina inferior no cabelo e da roupa empoeirada. Malgrado nossas considerações parecerem, talvez, exageradas, repetimos, mais uma vez: o êxito da terapia mediúnica depende fundamentalmente do estado de receptividade psíquica dos enfermos. Em consequência, todos os motivos ou aspectos desagradáveis no serviço mediúnico, mesmo os de ordem material, reduzem, consideravelmente, o sucesso desejado”.

“Se o médium se desinteressar dos preceitos mais comuns de higiene e apresentação pessoal, certamente dará motivo a uma certa antipatia entre os seus consulentes”.

Na higiene física não estão apenas os bons hábitos básicos diários, mas também a prevenção médica e dentária regular, bem como o cuidado com a aparência física, sem exageros, de modo que o médium sinta-se bem com a própria imagem, bem como com as suas condições físicas. A autoestima sadia é fator de muita importância no equilíbrio do médium, já que a falta de autoestima é uma das principais causas de depressão, revolta, agressividade, etc.

A higiene mental também é importante. O hábito de só cuidar do que trate de mediunidade e espíritos é, na verdade, um desequilíbrio, um vício que deve ser evitado por qualquer pessoa que lide com a espiritualidade. Como já dissemos, como encarnado, o médium deve também procurar, com equilíbrio, com bom senso, os prazeres materiais, o bom humor, as distrações, o lazer, os passeios, os divertimentos, as coisas boas deste mundo onde vive, como forma de se manter equilibrado e saudável, satisfeito e bem disposto.

Vale lembrar o que diz  Miramez, em seu livro Plenitude Mediúnica, pela psicografia de João Nunes Maia:  “O homem de bem sempre mostra traços de alegria, que conforta os que com ele travam conversações. Esse tipo de companheiro podemos chamá-lo de médium da alegria, por transmitir, com facilidade, o aprazimento a todos que dele se aproximam. Essas criaturas devem cultivar mais esse dom extraordinário, por servir de qualidade que leva a esperança para os sofredores”.

“Observemos o quanto a natureza é alegre! Se passarmos a observá-la, além de contentamento, encontraremos outros princípios elevados das leis naturais, de onde podemos extrair modelo para o nosso dia a dia”.  “Se por ventura vai conversar com alguém em qualquer parte, não esqueça da alegria, pois ela ajuda e faz crescer a esperança nos que o ouvem. Se vai começar algum trabalho, lembre-se primeiro da alegria, que faz o ambiente melhorar para acertar com mais eficiência as suas obrigações. Se está lendo, esforce-se para manter uma postura alegre, que, nesse estado, o entendimento surgirá com mais facilidade e terá maior compreensão da página lida. Se está enfermo, não se entregue ao desânimo, pois ele multiplica a doença; arregimente forças para o contentamento, que servirá de canal para o restabelecimento e, nessa condição, um copo de água fresca lhe restabelecerá as forças”.

“Não basta cuidar da mediunidade, é preciso cuidar do médium, da pessoa, do seu reequilíbrio, e não podemos ignorar que é no kit pensamento/emoção que se assenta a mediunidade.”

É importante ter em mente que o médium é um ser encarnado como qualquer um de nós, e não um super-homem. Por isso, está sujeito aos mesmos problemas e perturbações que as outras pessoas, e o fato de adoecer ou precisar de ajuda profissional ou medicamentos não é demérito para ele, nem como pessoa, nem como médium.

É preciso tratarmos os médiuns como seres humanos, imperfeitos também, sujeitos a altos e baixos, mas tentando acertar, tentando crescer e melhorar, COMO TODO MUNDO.









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