quinta-feira, 6 de março de 2014

APELO DE UM IDOSO





Quem é que já não teve oportunidade de conhecer uma pessoa idosa, enferma, dependente, carente, solitária? Talvez você tenha essa pessoa dentro do seu próprio lar. Uma mãe ou um pai nocauteado pela enfermidade ou pelas debilidades impostas pelo peso da idade. Esse alguém, que ontem era forte e dinâmico, agora se movimenta com lentidão e, às vezes, nem se movimenta, tornando-se totalmente dependente da vontade alheia.

Se você tem uma mãe, um pai ou outro familiar nessas condições, pare um pouco; olhe nos olhos dessa pessoa e tente ler seus mais secretos pensamentos. Talvez você possa ler em seus olhos tristes ou em seus lábios mudos um apelo comovente, que não tem coragem de verbalizar. É, se pudéssemos ouvir o apelo de um idoso, talvez ele fosse mais ou menos assim:

Você, que está na flor da idade, considere que o despertar da vida é como o amanhecer. Tudo fica mais quente e mais alegre. Mas o amanhecer não é eterno e a ele se sucedem outras fases do dia...o meu apelo é para que as crianças de hoje não esqueçam dos seus idosos de amanhã. É para que os mais jovens relevem a minha mão trêmula e meu andar hesitante. Amparem-me por favor.

Se minha audição não é boa e tenho que me esforçar para ouvir o que você está dizendo, tenha compaixão.

Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento é escasso, ajude-me com paciência.

Se minhas mãos tremem e derrubam tantas coisas no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o melhor que pude.

Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu; pare para conversar comigo; sinto-me tão só.

Se, na sua sensibilidade, me encontrar triste entre tantos que também estão, simplesmente partilhe um sorriso comigo e com eles. Seja solidário, eu necessito apenas de um pouco de carinho.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história, não me repreenda, simplesmente ouça-me. Se não falo coisa com coisa, não caçoe de mim.

Se estou doente e caminhando com dificuldade, não me abandone, preciso de um braço forte que ampare meus passos...

Sabe..., já vivi muitas primaveras, e sinto que o outono derradeiro se aproxima... Eu sei que o ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Por isso lhe peço que me perdoe se tenho medo da morte e ajude-me a aceitar o adeus... Fique mais tempo comigo... Para me dar segurança...

Os cabelos brancos e as rugas em meu rosto não impedem que eu queira repousar minha cabeça num colo seguro... Sei que o trem da vida logo irá parar nesta estação, e eu terei que embarcar... Sei também que terei que ir só, como só desembarquei nesta estação um dia... Por tudo isso eu lhe peço para que não me negue a sua atenção e o seu carinho. Logo estarei deixando esta vestimenta surrada pelo tempo, e rumarei para outra dimensão da vida, da vida eterna... Eis meu apelo... Que pode também ser o seu, logo mais...




O ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Mas, nem sempre a hora de partir se dá no entardecer...

Há aqueles que retornam no mesmo trem que chegam. Há os que se demoram por aqui apenas algumas horas, dias, meses...

A única certeza é que todos retornamos um dia para a pátria verdadeira, que é a pátria espiritual. Por essa razão, vale a pena viver intensamente cada minuto, dando à vida a importância que ela tem. E viver intensamente é enaltecer o tempo, no desenvolvimento das nobres virtudes que o Criador depositou na intimidade de cada filho Seu.

















(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA)

quarta-feira, 5 de março de 2014

A IMPORTÂNCIA DO PASSE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO




“E Deus pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os Espíritos malignos se retiravam” (Bíblia)


Desde os tempos mais antigos, a imposição das mãos é uma das fórmulas usadas pelas pessoas para auxiliar os enfermos ou afastar deles as más influências espirituais. Jesus fez largo uso dessa prática e disse que, se quiséssemos, poderíamos fazer o mesmo.
Antes do advento do Espiritismo, sabia-se pouco sobre a prática desse costume. Os Espíritos superiores explicaram o porquê das coisas.
 Ensinaram que as mãos serviam como um instrumento para a projeção de fluídos magnetizados, doados pelo operador, e fluidos espirituais trazidos pelos Espíritos. Segundo eles os fluídos curativos são absorvidos pela pessoa necessitada por meio dos centros vitais (chakras), acumuladores e distribuidores de energias, localizados no perispírito e pelo próprio corpo astral que age como esponja.
Entre os seguidores de Allan Kardec, a imposição das mãos sobre uma criatura com a intenção de aliviar sofrimentos, curá-la de algum mal, ou simplesmente fortalecê-la, ficou conhecida como “passe”
Dentro de nossa  ritualística de Umbanda, o método de “passe” é incorporado a elementos e fluídos do médium e do ambiente, bem como das forças sutis da natureza trazidas pelas Entidades, formando uma poderosa concentração de energia que é irradiada  aos consulentes, de modo capaz de produzir verdadeiros prodígios à aqueles que com fé se apresentarem a este tipo de atendimento, pois o mesmo restaura-lhe o equilíbrio do corpo físico e espiritual  proporcionando-lhe salutar alívio para suas mazelas.
A  fé racional e a certeza no amparo dos Espíritos são sentimentos que devem estar presentes no coração de todos aqueles que desejam este tipo de atendimento.
O corpo mediúnico designado a transmitir “vibrações” devem doar-se com sinceridade à tarefa sob sua responsabilidade, vendo em todo irmão uma alma carente de amparo e orientação. Seu auxílio deve ser distribuído a todas as criaturas.
Como todos podem observar, para esse tipo de atendimento as Entidades preparam o ambiente com uma espécie de magnetização, que irá atuar diretamente no períspirito das pessoas, afastando enfermidades ou perturbações. Assim o necessitado não recebe somente fluidos magnéticos de médiuns/Entidades, em sim também de outros espíritos que se  encontram  no ambiente, bem como de forças sutis da natureza, o que não é empregado no passe Kardecista.
Com isso, pode-se compreender que os recursos oferecidos aos  irmão  no  atendimento  por “vibração”,  em   termos espirituais, nada deixam a desejar em relação a um atendimento individual. A única diferença está na orientação verbalizada que as Entidades procuram passar aos consulentes.
O serviço de atendimento por vibração   requer critério, discernimento e responsabilidade, pois além de tudo é um complemento aos recursos do autoconhecimento e de reeducação espiritual.
Contudo, é preciso levar em conta que nenhuma das formas de atendimento (atendimento coletivo “vibração” ou atendimento individual), surtirá efeito se os médiuns e demais irmãos que compõem a corrente mediúnica não tiverem dentro de si a vontade de ajudar.



“Se pretendes, pois guardar as vantagens do passe,
que em substância, é ato sublime de fraternidade cristã,
purifica o sentimento e o raciocínio,

o coração e o cérebro”. (Emmanuel)