domingo, 24 de maio de 2026

AELA 50 ANOS DE FUNDAÇÃO

 



AELA, 50 ANOS DE FUNDAÇÃO

 

Fiel aos princípios com os quais foi idealizada pelo Plano Astral desde a sua fundação, a AELA foi crescendo espiritualmente e materialmente ao longo dos tempos.

Nesse processo, fortemente ligado a toda a sua história, vejo hoje 23 de maio, que já se passaram 50 anos de sua fundação como instituição religiosa de caráter filantrópico.

A materialização daquilo que foi, em primeiro lugar idealizado pelo Plano Astral, e posteriormente por nós seres encarnados, somente tornou-se possível pela união de muitos irmãos e irmãs, num único propósito e objetivo.

O que hoje vemos concretizado a nível material, somente reforça o entendimento de que numa comunidade, se não houver a colaboração e dedicação de todos que a compõe nada se consegue.

Nesse período, muitos são e foram os confrades e colaboradores e a todos rendemos graças e nossa eterna gratidão.

Em se tratando de um núcleo espiritualista, de nada vale existir uma edificação bem estruturada e organizada, se não existirem pessoas de boa vontade, íntegras, honestas e de firmes propósitos, para que se pratique a Umbanda.

Se hoje, após decorridos 50 anos, contamos com uma instituição e um Templo materialmente bem estruturado e organizado, é porque nossos Mentores Espirituais depositaram confiança em todos os que por aqui passaram, e principalmente naqueles que ao longo desse tempo, ainda permanecem trilhando os caminhos da Umbanda com muito amor e fé, assumindo responsabilidades ainda maiores, pois maior tem sido o número de frequentadores a aportar na AELA na ânsia de obter ajuda.

Se as pessoas deixarem a instituição, sua missão mediúnica ou se vierem a ruir não existirá Templo, não existirá instituição, não existirá Umbanda, porque não haverá pessoas para que haja o intercâmbio entre o plano material e o espiritual.

Consciente da importância que muitas pessoas tiveram e tem na concretização da AELA não posso negar que minha pessoa se confunde com nosso Templo.  Quando fui escolhido para ser o instrumento dos Mentores Espirituais que o dirige, sem que eu tivesse consciência plena, o Plano Astral foi me induzindo no desenvolvimento de ações materiais que viessem a concretizar o que estava planejado.

Sem lisonjear-me contar a história da AELA é contar a minha história. São mais de 50 anos, sem interrupção, trilhando os caminhos da Umbanda.

Muitas foram as intempéries e ingratidões enfrentadas em relação às questões espirituais e materiais que envolvem uma instituição umbandista, principalmente, em um grupo de pessoas com diversos níveis de consciência e personalidade.

Se hoje somos uma instituição que completa 50 anos de fundação sem interrupção de suas atividades, é porque mesmo em meio a dissabores e ingratidões, as Entidades dirigentes de nosso Templo sempre me deram forças para continuar desempenhando a tarefa que me foi confiada, pois tenho consciência de que para a prática mediúnica e para a manutenção de um grupo espiritualista é necessário muita humildade, disciplina e dedicação.

Não existiria um Templo, não existiria a AELA e não existiria uma corrente mediúnica, se não existisse seres astralizados, como o Preto Velho Nhô Benedito – Nosso Patrono Espiritual e o Caboclo Pena Branca – Nosso Mentor Espiritual, que assumiram a responsabilidade de comandar espiritualmente nosso Templo.

Finalizando, expresso aqui minha gratidão aos que vieram antes e aos que caminham hoje, que construíram esta história de fé, amor e caridade, sustentados pelas forças da sagrada Umbanda e guiados pela sabedoria dos Guias de Luz,

Saravá

IVAN CROCETTI






Em 23 de maio de 2026, a AELA comemora 50 anos de atividades caritativas ininterruptas sobre a Terra. São 50 anos de histórias repletas de lutas, aperfeiçoamento e consolidação, para que o plano astral superior nela encontrasse a devida ordem e harmonia para a sua manifestação.

Se pudéssemos definir em duas palavras a história desta instituição caritativa, seriam abnegação e devotamento. Devotamento, pois sem fidelidade e disciplina nenhuma obra no bem pode atingir estabilidade. E abnegação, pois sem os princípios nobres do amor e da caridade para direcionarem suas ações, qualquer obra carece em suas estruturas.

São 50 anos de fé, amor e caridade, pois o lema da Umbanda é também o seu lema. Lema este que sintetiza os ideais de todos estes espíritos que vêm de Aruanda e se manifestam neste congá. E não poderia ser diferente, pois esta instituição existe com a permissão de Jesus, nosso mestre Oxalá, que designou, através de Sua infinita misericórdia, esses seres de luz para o cumprimento de Sua vontade.

AELA, em algum momento desses 50 anos, a nossa história se juntou à sua. Pois, como um clarão a desintegrar as trevas de nossa consciência, você surgiu em nossa jornada, quando mais necessitávamos, penetrou nosso mundo interior e nos trouxe a renovação de nossos valores e ideias mais nobres. Foi graças a Ti e junto de Ti que nos foi possível sentir a renovação de nossos destinos e o amor de Jesus a renovar o nosso ser.

Gratidão, AELA. É este o sentimento que por você expressamos. Por tudo o que você representa em nossas vidas. Pois, no mais íntimo de nosso ser, em nossos ideais superiores, onde habitam os nossos sentimentos mais puros e nobres, sentimos você com o seu doce perfume a exalar o amor de Jesus em nossas vidas.

Obrigado a todos estes seres de luz, que tão caridosamente nos amparam e nos protegem em nossos caminhos, às vezes sinuosos e cheios de espinhos. Obrigado, Umbanda querida, por nos dar a oportunidade, através da AELA, de participar de seu banquete de luz, com suas mirongas e seus Orixás.

AELA, continue no cumprimento de seu sagrado dever, que é a caridade. Continue dando muitos frutos e mantenha sempre o firme propósito de servir e amar. Siga adiante, AELA, e não tema os obstáculos do caminho, porque tudo o que ligastes na Terra, ligastes nos Céus. Pois tudo aquilo que nasce do sincero sentimento de amar e servir sempre encontrará, em qualquer lugar do Universo, o amparo e a proteção do Criador, nosso Pai.

LEONARDO MIRANDA



quarta-feira, 20 de maio de 2026

O QUE É UM TERREIRO

 




O QUE É UM TERREIRO?


O terreiro é muito mais do que seu espaço físico. A estrutura dele é importante, mas não a confunda com a sua essência. É em outras dimensões que toda a magia acontece. Sua existência está constituída no plano das emoções, relações interpessoais, energias e espiritualidade. Para compreendê-lo, é preciso ver com os olhos da alma.


Não basta montar um congá e uma tronqueira para se formar um terreiro. Seus assentamentos e firmezas assegurarão a proteção e energias necessárias, mas ainda não é o suficiente. Ele somente se estabelecerá quando, com o conhecimento dos fundamentos, o axé for plantado e uma comunidade surgir ao seu redor. Ele se sustentará a partir de uma articulação entre encarnados, entidades, orixás, uma grande e extensa família espiritual.


O terreiro é o nosso refúgio espiritual, que nos socorre nos momentos de dores e lágrimas, mas onde também podemos compartilhar nossas alegrias e sucessos. Muitos o comparam a um hospital, atendendo a todos que precisam de alguma luz, indiscriminadamente. Há quem passe rapidamente até que necessidades pontuais sejam satisfeitas, outros que voltam e não criam laços profundos, e aqueles que o veem como seu caminho e propósito. Você receberá o que nele busca. 


No plano espiritual, ele é muito maior do que nos aparenta. Trabalhos espirituais acontecem no seu interior todos os dias. Num dia de gira, as entidades já estão presentes e em atuação muito antes do início, e continuam em atividade até bem depois. Este é um dos motivos de ser comum os médiuns sonharem que estão trabalhando no terreiro e até mesmo incorporando. Podem ser chamados a qualquer dia para contribuir.


O terreiro é como um forte avançado da espiritualidade, que permite materializar em nosso mundo os saberes e valores de Aruanda. Nele, nossos ilustres ancestrais e antepassados podem se manifestar e intervir positivamente em nossa realidade. Aqueles que já se foram, em vez de serem esquecidos nas terras santas,comunicam-se e fazem parte do nosso dia-a-dia. Suas memórias são vivas e ativas.


O terreiro é um espaço de cura, cura que vai muito além do nosso corpo físico. Ele nos sara das mazelas do espírito, acolhe-nos diante às humilhações da vida, liberta-nos das memórias dolorosas, dá-nos direção perante este mundo agitado e violento que adoece todos nós. Não importa se é num terreno separado ou no fundo de casa, se é simples ou imenso, se são poucos e ou muitos participantes. Quem vivencia o chão do terreiro, aprende a ser mais sábio, sorridente e tranquilo. Ele nos torna mais felizes; e por mais que tantas forças tentam nos levar a desistir, resistimos e somos amparados.