sábado, 29 de agosto de 2026

A UMBANDA ERA ASSIM

 





A UMBANDA ERA ASSIM 


Só quem viveu sabe disso!


Antigamente para fazer parte de uma casa de Umbanda como médium você tinha que ser convidado pela entidade chefe da casa.


Ou ser recomendado por alguem, pois ali era um local sagrado de muito respeito.


Que não era um entra é sai de médiuns. 


Tinha que dizer da onde veio e quem è. 


A maioria tinha mais de 15 anos dentro da corrente mediúnica do terreiro.


Tempos atrás as entidades só usava fumo, álcool ou apetrechos após riscar e cantar seu ponto.


Não tinha roupas de luxo, bebidas de luxo, charutos de luxo. 


Tudo era simples com fundamento e muita importância. 


Nada girava em torno do dinheiro da teoria da prosperidade da vaidade.


As "obrigações" religiosas era de acordo com o grau de merecimento e de sabedoria e tempo de casa do Médium.


O Médium começava como cambono passava por todos os setores do terreiro. 


Só os médiuns bem antigos de casa que participava da consulta publica.


Ou seja não adiantava ansiedade, pressa, vaidade, dinheiro etc. 


Era aguardar o seu tempo e tentar assimilar com sabedoria tudo que se vivia.


Não digo que isto se perdeu pois tem muitas mais muitas casas tradicionais que mantém o mesmo sistema até hoje graças a Oxalá.


Mas antes pra fazer e participar da religião tinha que saber que tinha normas e regras bem rígidas. 


Que não era só chegar "incorporar" e tirar foto. 


O nome se construía por uma dedicação de anos e anos dentro do terreiro trabalhando duro não por dinheiro ou postagem em redes sociais.


Os tempos antigos precisam voltar com intensidade. 


Muita coisa se perdeu durante o caminho. 


Muita "modernidade" tá tirando a essência da Umbanda.


Só quem vivenciou esse passado valoriza.


 A espiritualidade era tratada como algo sagrado com muito respeito não como status, vaidade e brincadeira.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

INICIANDO A CAMINHADA




INICIANDO A CAMINHADA


 Há momentos na caminhada mediúnica em que o médium percebe, pela primeira vez, que algo dentro de si está mudando. Não se trata apenas de uma emoção intensa, de um arrepio inesperado ou de uma sensação física diferente. É o início de um diálogo silencioso entre dois campos vibratórios: o do espírito comunicante e o do médium.


Mas como reconhecer esse momento sem cair no medo, na fantasia ou na ansiedade? Como compreender que aquilo que o corpo sente pode representar apenas o começo de um longo processo de amadurecimento espiritual?


A Umbanda ensina que o desenvolvimento mediúnico não acontece por mágica, nem por imposição das entidades. É uma construção lenta, respeitosa e profundamente educativa. Cada sensação possui um propósito, cada etapa exige disciplina e cada conquista nasce da perseverança. Por isso, compreender a irradiação é compreender o primeiro passo de uma jornada que transformará não apenas a mediunidade, mas também o próprio ser humano.


O que é a irradiação?


A irradiação é considerada a primeira fase do processo de incorporação consciente. É quando a entidade espiritual começa a envolver energeticamente o médium, preparando seu corpo físico, emocional e perispiritual para uma futura manifestação.


Antes que qualquer guia fale, caminhe ou execute um trabalho espiritual, existe um intenso processo de harmonização energética.


Não é a entidade "entrando" no corpo do médium de maneira brusca, como muitas vezes é retratado de forma equivocada. Na realidade, ocorre uma aproximação vibratória progressiva, respeitando os limites físicos, emocionais e energéticos daquele aparelho mediúnico.


Cada médium possui um campo energético único. Da mesma forma, cada entidade também possui uma frequência específica. A irradiação é justamente o período em que essas frequências começam a se ajustar, promovendo um alinhamento gradual dos centros de força — os chakras — para que a manifestação aconteça de maneira equilibrada.


Por esse motivo, esse processo pode durar meses ou até anos, dependendo da maturidade espiritual, emocional e energética do médium.


Por que o corpo reage?


Muitos iniciantes se assustam quando começam a sentir alterações físicas durante as giras.


É comum surgirem arrepios intensos na coluna, sensação de frio ou calor repentinos, tremores nas mãos, alterações na respiração, aceleração dos batimentos cardíacos, leve queda de pressão, formigamentos, sensação de expansão da consciência ou mesmo alterações temporárias da percepção visual e auditiva.


Alguns relatam que parecem ouvir tudo mais intensamente. Outros afirmam que o ambiente parece distante ou silencioso.


Também podem ocorrer desconfortos passageiros no estômago ou no intestino, sensação de vazio, náusea leve ou intensa movimentação abdominal.


Essas manifestações, quando acontecem exclusivamente durante o trabalho mediúnico, não significam, por si só, que exista algum problema espiritual. Na maioria das vezes, representam apenas o intenso fluxo energético provocado pela aproximação da entidade e pelo ajuste vibratório entre ambos.


Cada chakra responde de maneira diferente à energia que está sendo irradiada. Quando determinado centro de força exige maior harmonização, o corpo pode manifestar reações justamente na região correspondente.


Por isso, dois médiuns jamais sentirão exatamente as mesmas coisas.


O silêncio também faz parte da incorporação


Uma expectativa muito comum entre iniciantes é acreditar que incorporar significa, imediatamente, falar, caminhar e atender pessoas.


Na prática, quase nunca acontece dessa maneira.


Nos primeiros meses de desenvolvimento, o médium normalmente permanece recolhido, introspectivo e profundamente concentrado na experiência energética que está vivendo.


É comum manter os olhos fechados durante boa parte da incorporação, não por obrigação, mas porque a adaptação vibratória ainda está em curso.