sábado, 21 de fevereiro de 2026

CONHECENDO UM POUCO MAIS DA MINHA RELIGIÃO






 CONHECENDO UM POUCO MAIS DA MINHA RELIGIÃO



1- A umbanda crê em um Ser Supremo, o Deus único, criador de todas as religiões monoteístas. Os sete orixás são emanações da Divindade, como todos os seres criados.

2 - O propósito maior dos seres criados é a evolução, o progresso rumo à Luz Divina. Isso se efetiva pelas vidas sucessivas: a Lei da Reencarnação, o caminho do aperfeiçoamento.

3 - Existe uma Lei de Justiça universal, que determina a cada um colher o fruto de suas ações, conhecida como Lei do Carma.

4 - A umbanda se rege pela Lei da Fraternidade Universal: todos os seres são irmãos por terem a mesma origem, e devemos fazer a cada um aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.

5 - A umbanda possui identidade própria e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles.

6 - A umbanda está a serviço da Lei Divina e só visa ao bem. Qualquer ação que não respeite o livro-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém ou se utilize de magia negativa, não é umbanda.

7 - A umbanda não realiza em qualquer hipótese o sacrifício ritualístico de animais nem utiliza quaisquer elementos destes em ritos,oferendas ou trabalhos.

8 - A umbanda não preconiza a colocação de despachos ou oferendas em esquinas urbanas, e sua reverência às forças da natureza implica preservação e respeito a todos os ambientes naturais da Terra.

9 - Todo o serviço da umbanda é de caridade, jamais cobrando ou aceitando retribuição de qualquer espécie por atendimentos, consultas ou trabalhos. Quem cobra por serviço espiritual não é umbandista.






quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

LEMBRANDO O PASSADO




LEMBRANDO O PASSADO


 Lembrar-se do passado é uma arte, senão um dom, que pode se desenvolver de acordo com

as necessidades da alma.

A natureza, acionada pela força de Deus, não perde tempo: ela ajuda na semeadura e serve de

agente na colheita, quando isso é necessário ao Espírito. Precisamos entender essa ciência,

porque ela nos ajuda a viver melhor, mostrando-nos os caminhos da felicidade.

A nossa consciência grava tudo, todos os fatos que ocorrem conosco em todas as

reencarnações, por processos tais que o homem, cuja percepção ainda não foi suficientemente

desenvolvida, não consegue compreender.

Quando o Espírito precisa lembrar-se de alguma coisa para o seu benefício, o instrumento para

tal é a vontade; todavia, essa vontade deve ser adestrada na ciência do amor. Isso quer dizer

que não é somente a consciência que grava os nossos fatos: eles ficam escritos igualmente no

exterior, pela sensibilidade do éter cósmico obediente aos nossos pensamentos. A linguagem

não é corno a que se conhece: são imagens que dizem tudo o que fazemos. E, ao subirem

para o consciente, despertam em nós poderes, a nos fazerem relembrar de tudo o que

realizamos com todos os seus detalhes.

A regressão de memória nos mostra essa realidade, fato comum no exercício de certas

mediunidades, como por exemplo, a escrevente. O passado é um celeiro de guardados daquilo

que pensamos e fizemos. É nesse sentido que o Evangelho diz, com propriedade, que nada

fica escondido. Escrevemos dentro de nós, no livro da consciência, e o hálito divino registra

tudo referente à nossa vida, para entregar Deus o que somos e o que estamos fazendo.

Ninguém engana a Deus nem a si mesmo. Não há condições de ocultar os nossos erros ante a

nossa vida; querer enganarmos a nós mesmos é perder o tempo que poderíamos aproveitar

em subir mais um degrau, ascendendo em busca da luz.

O Espírito evoluído, que já se libertou das paixões humanas, que encontra no amor seu próprio

alimento de vida, pode ir ao passado quando desejar, extraindo dele experiências que lhe

servem para maiores esclarecimentos. Assim, ele aprendeu a não julgar os outros, pelos erros

cometidos, porque também errou no passado. Ele se lembra sempre da advertência de Jesus,

que disse: Não julgueis, para não serdes julgados.

Alguns pensam que, desde quando o Espírito se encontra desencarnado, ele se lembra de

tudo, de todas as vidas passadas. É um engano; o processo de lembranças é de acordo com

as necessidades da alma. Para isso, existe alguém que regula as nossas lembranças. É, pois,

tornamos a falar, uma ciência divina, com sublime força para despertar as criaturas.

O que provoca o esquecimento do passado é a ignorância das leis espirituais, e o processo da

gravação na consciência ainda é primária para as devidas revelações, no que tange a todas as

 particularidades da escrita interna, no livro da consciência  .

Quando os fatos caem no esquecimento, é porque a sua lembrança pode nos fazer mal. Se

teimarmos, buscando aqui e ali meios para regressão da consciência, podemos nos encontrar

com o monstro que devora a nossa alegria. A natureza é sábia, e vai nos instruindo

parcimoniosamente, de acordo com as nossas necessidades.

Toda violência adultera a verdade, e a verdade desvirtuada nos traz problemas de difícil

reparo. Quando vier a ideia de vasculhar o passado por mera curiosidade, procuremos as

lições do presente, entregando-nos a construir, ampliando as forças para amar, perdoar e

servir, que nesse caminho as forças libertadoras vão se chegando com a sementeira da

alegria, e o porvir será encarado como a meta da felicidade. Devemos nos lembrar das

reformas que temos a fazer agora, e não nos deixar ficar somente nas lembranças : AJAMOS !