domingo, 23 de agosto de 2026

CONGÁ




 CONGÁ 


"O congá é o mais potente aglutinador de forças dentro do terreiro: é atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos de energias e magnetismo. Existe um processo de constante renovação de axé que emana do congá, como núcleo centralizador de todo o trabalho na umbanda. Cada vez que um consulente chega à sua frente e vibra em fé, amor, gratidão e confiança, renovam-se naturalmente os planos espiritual e físico, numa junção que sustenta toda a consagração dos orixás na Terra, na área física do templo.


Vamos descrever as funções do congá:

Atrator: 

Atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção das ondas mentais emitidas. Quanto mais as imagens e elementos dispostos no altar forem harmoniosos com o orixá regente do terreiro, mais é intensa essa atração. Congá com excessos de objetos dispersa suas forças.


Condensador: 

Condensa as ondas mentais que se “amontoam” ao seu redor, decorrentes da emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas etc.


Escoador: 

Se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar na frente do congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo, como se fosse um pára-raios.


Expansor: 

Expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e refluxo constante.


Transformador: 

Funciona como uma verdadeira usina de reciclagem de lixo astral, devolvendo-o para a terra;


Alimentador: 

É o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

Todo o trabalho na umbanda gira em torno do congá. A manutenção da disciplina, do silêncio, do respeito, da hierarquia, do combate à fofoca e aos melindres, deve ser uma constante dos zeladores (dirigentes). Nada adianta um congá todo enfeitado, com excelentes materiais, se a harmonia do corpo mediúnico estiver destroçada; é como tocar um violão com as cordas arrebentadas.

Caridade sem disciplina é perda de tempo. Por isso, para a manutenção da força  de um congá, devemos sempre ter em mente que ninguém é tão forte como todos juntos."

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A FISIOLOGIA DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS NA GLÂNDULA PINEAL





 A FISIOLOGIA DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS NA GLÂNDULA PINEAL


Com base na obra Conversando com Pai Velho,  de Ramatís e Pai Tomé.


Nela ele elucida a fisiologia dos fenômenos mediúnicos na glândula pineal.


Abordando a naturalidade da mediunidade na Umbanda.


E também alertando para as práticas de rituais de cunho artificial e pecuniário.


Como certas iniciações pagas que prometem “mediunidade forte” se o médium "fizer o santo".


Evidentemente isso não é verdade, nunca foi.


A fisiologia oculta do transe mediúnico é elucidada, detalhando o papel da glândula pineal.


E de áreas cerebrais como o hipotálamo e o tálamo. 


Onde argumenta que a mediunidade é um processo natural preparado antes da reencarnação.


E que artifícios materiais externos não podem substituir a necessária reforma do caráter.


A educação emocional e a vivência presencial nos terreiros, indispensáveis e seguras condições educadoras dos médiuns umbandistas.


* A Naturalidade da Mediunidade: 


A mediunidade de terreiro não é uma criação humana ou um "dom" fabricado por rituais iniciáticos.


Mas sim um processo natural programado no Plano Astral antes do renascimento do médium.


Lembrando que cada médium é diferente em sua essência e preparo.


O que faz a diferença entre os médiuns é o grau de preparo, aliado à dedicação, esforço e estudos.


* O alerta ao desnecessário: 


Práticas como raspar o crânio, realizar cortes na cabeça, sacrifícios, etc...  


São apontadas como alteradoras do campo magnético natural da glândula pineal do médium umbandista.


Que é preparada e sensibilizada antes do mesmo nascer para a conexão com Pretos(as) Velhos(as), Caboclos(as) e Crianças.


​• Fisiologia Oculta e a Glândula Pineal: 


A pineal atua como uma caixa de ressonância das ondas mentais. 


Nela existem cristais de apatita com propriedades diamagnéticas que funcionam como uma antena retransmissora para os fenômenos de transe (incorporação) na Umbanda.


* O Papel do Hipotálamo e do Tálamo: 


Enquanto a pineal capta os estímulos. 


O hipotálamo reage aos impulsos sensoriais e instintivos (fome, sexualidade, agressividade). 


O tálamo gerencia os estímulos sensoriais para o córtex.


Ressaltando a importância do desenvolvimento do lobo frontal (Ajna Chakra), do discernimento intelectual e da elevação do caráter do médium.


•O Perigo do EGO e o Merecimento Cármico: 


Buscar o fortalecimento mediúnico por vaidade, poder ou prestígio sacerdotal gera pesados débitos cármicos. 


O verdadeiro amparo espiritual e a libertação de ciclos viciosos dependem estritamente do merecimento, da vontade firme e da mudança interior.


​Na obra citada, mestre Ramatís e Pai Tomé, nos convidam a uma profunda reflexão sobre a responsabilidade individual na seara mediúnica. 


Na responsabilidade de promover uma profunda transformação de si mesmo para melhor.


Se isso não ocorrer, as coisas não caminharão da melhor forma.


Compreende-se que o verdadeiro progresso espiritual não reside em liturgias exteriores de dominação ou em fetiches que alimentam o ego.


Mas na conquista da mestria interna e na sintonia com as Leis Divinas.


A humildade na sua plenitude.


​A mediunidade alinhada com a Luz Divina, não anula o livre-arbítrio nem transforma o médium em um autômato submisso.


Ao contrário, liberta-o de amarras atávicas e dogmas limitantes. 


O faz despertar, acordar para às transformações que precisará fazer em si mesmo.


A verdadeira "coroa" de um médium não é firmada por um corte ritual no corpo físico.


Mas pela humildade de propósitos, pela entrega desinteressada e pela vivência do amor incondicional.


Transformando o templo interior (você), em um verdadeiro altar de luz e regeneração.


De que maneira podemos fortalecer nossa mediunidade e sensibilidade psicoespiritual? 


O que nos ensinam os Guias da Umbanda?


Então médium, preste mais atenção!