domingo, 5 de fevereiro de 2017

ENCONTRE O CAMINHO




Basicamente, o ser humano tem, ao renascer na Terra, duas opções, dois caminhos a seguir em sua existência, são eles o bem e o mal. Tanto o bem, quanto o mal, têm seus atalhos e pontos neutros, significa dizer que, às vezes, o ser humano não escolhe apenas se imobiliza num desses pontos neutros que nada acrescentam à sua evolução.

Os atalhos que os dois caminhos oferecem são as ilusões. Ninguém pode fazer mal a outro alguém justificando fazê-lo pelo seu bem; e ninguém pode fazer bem a outro alguém se esse bem mascarar uma segunda intenção ou tolher do outro a oportunidade de buscar, por si só, as soluções para os seus problemas. Esses atalhos são perigosos e iludem com facilidade. Muitas vezes, os seres humanos preferem viver iludidos para não terem de se encontrarem, face a face, consigo mesmos, com sua real situação diante da vida.

A preferência pelos atalhos é arriscada, causa frustração, desespero, desânimo, tudo isso por conta de uma escolha cega e não raciocinada, medida e equilibrada.

As decisões que os seres humanos tomam, ao longo de suas vidas, lhes pertencerão para sempre, farão parte dos arquivos de suas histórias passadas, presentes e futuras, por essa razão é que toda e qualquer decisão necessita cautela, raciocínio. O egoísmo é uma das pedras no caminho da evolução humana, ele impulsiona a pessoa a decidir pelo “melhor” para si, sem atinar no mal que tal decisão pode causar e a quantos outros pode afetar de maneira negativa, é o atalho que ilude, que se mascara de bem sendo mal.

Fique bem claro, porém, que não ceder a caprichos dos outros, com vistas ao seu bem, não significa tomar um dos atalhos do mal, nem tampouco é uma situação na qual se esteja fazendo mal a alguém, mas sim esse é um dos atalhos do bem que pode ser interpretado, por aquele que lhe sofre a aplicação, equivocadamente, por mal.

Na verdade, o ser humano encarnado na Terra, trafega, a todo o instante pelos caminhos do bem e do mal, uma vez que aqui se encontra em fase de aprendizado, porém, o que determinará que ele viva relativamente em paz e prosperidade intima, é por qual caminho costuma com mais frequência trafegar.
O mal não apenas se faz, se pensa, e ao pensar mal, a pessoa se impregna dele, contagiando-se pela sua ação nociva e lançando, ao Universo, mais um mal pensamento que poderá vir a se unir a outros, formando assim uma força contrária ao bem.

Encontre o caminho. Não se iluda caindo nas armadilhas dos atalhos. Viva bem com os recursos que te foram confiados. Trace o seu roteiro, escolha a estrada, porém, seja responsável, pois só você responderá pelo bem, ou pelo mal que fizer, sentir ou pensar.


Decida, porém faça-o de forma consciente, pese, na balança da justiça, o resultado de suas decisões hoje, para que o futuro te seja, ou não, favorável.
















quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

INCENTIVO À MEDIUNIDADE




Como sempre, a nossa palavra de incentivo é dirigida aos nossos irmãos médiuns, cujo trabalho é de suma importância na solidificação na fé. Não se trata, evidentemente, apenas do consolo e do esclarecimento aos nossos irmãos despojados do corpo físico. Uma reunião como esta extrapola em benefício de muitos, estejam no corpo ou fora dele.

A mediunidade, bem como o seu exercício, não deve ser motivo de sofrimento para o medianeiro, motivo de aflição, de perturbação; ao contrário, a faculdade mediúnica aflorada é fator de equilíbrio psicológico para o médium em busca de maior serenidade. Mediunidade deve ser sinônimo de alegria, de esperança, de possibilidade de ser feliz.

Evidentemente, a tarefa impõe responsabilidade, pois nada se consegue sem disciplina. A vitória, em qualquer setor da atividade humana, não se alicerça na desordem. O Médium carece de eleger prioridades e de cumprir com descontração o dever a que é chamado...

A possibilidade de atender aos nossos irmãos enfermos fora do corpo, o ensejo da doutrinação, do diálogo terapêutico em grupo, a mensagem que se propaga lá fora, alcançando famílias e companheiro outros, incrédulos alguns, desalentados outros e sem perspectivas para o futuro.

Vejamos a mediunidade como uma árvore frondosa, de raízes fortes, árvore que oferece sombra acolhedora, frutos sazonados e que garante a existência da fonte. Não entendamos a mediunidade como sendo uma punição ou carma...

A mediunidade é sempre uma benção, seja qual for à maneira que se manifeste. O medianeiro necessita de centrar-se, procurando o equilíbrio das próprias emoções, direcionar os pensamentos para o Alto e entregar-se, confiante, aos Benfeitores Espirituais que o assessoram.

O trabalho é imenso; estamos apenas no começo, digamos assim, de nossos empreendimentos espirituais sobre a Terra...

Muito ainda há a fazer. A mediunidade é cerceada pela falta de conhecimentos da maioria, pelo misticismo, pela crendice, pela superstição; mas a mediunidade carece ser exercida de modo simples, sem quaisquer empecilhos - empecilhos que, muitas vezes, são colocados na mediunidade pelo próprio sensitivo, que não se libera de suas concepções equivocadas, de seu fanatismo e de seu preconceito, porque não procura estudar e se esclarecer.

Os nossos irmãos em Humanidade permanecem na expectativa das melhores notícias do Plano Espiritual, de uma luz que se lhes acenda no caminho obscuro, de um gesto, de uma atitude de esperança, de algo que lhes enseje reflexões e que lhes oportunize o crescimento íntimo, com a consequentemente emancipação intelectual, para que aprendam a raciocinar com clareza, a pensar por si mesmos e a se devotarem à prática do bem aos semelhantes com espírito de desprendimento.

Saneemos a mediunidade; que os médiuns saneiem em si mesmos as suas faculdades mediúnicas, escoimando-as de quaisquer interferências negativas, relacionadas com o passado ou mesmo com os conflitos atuais e dificuldades de relacionamento. A mediunidade assim exercida cooperará com o médium, para que o médium consequentemente se conheça um tanto melhor e, apesar da consciência de suas limitações, prossiga trabalhando com alegria, ânimo e coragem.










(Do livro Falando de Mediunidade - Odilon Fernandes pelo médium Carlos Bacelli)