quarta-feira, 28 de novembro de 2018

HIERARQUIAS ESPIRITUAIS NA UMBANDA




Por mais que nosso planeta seja um campo de expiações, onde muitas vezes o sofrimento se faz necessário ao aprendizado, existem seres iluminados dispostos a guiar a humanidade no caminho da espiritualidade. Esses espíritos benevolentes já se livraram dos “grilhões” que nos prendem a roda das encarnações e seguem trabalhando em prol daqueles que ainda dependem dessa via de evolução para despertar suas consciências a uma realidade superior. Esses espíritos de luz se organizam de maneira hierárquica e harmoniosa, seguindo as leis divinas, que são perfeitas e incorruptíveis.

Na visão da Umbanda Esotérica, as entidades que se manifestam nos terreiros, estão em um grau evolutivo superior ao dos seres encarnados, possuem experiência e sabedoria elevada, atuaram em diversos movimentos espirituais durante suas encarnações e agora militam na Corrente Astral de Umbanda. Apresentam-se nas formas de Caboclos, Pretos Velhos e Crianças. Estão sob o comando e supervisão direta do Cristo, o Sr. Jesus. São essas entidades que compõem as Hierarquias Espirituais de Umbanda.

Nas obras do mestre W. W. da Mata e Silva são descritos os planos e graus das hierarquias espirituais, onde existem 3 planos (orixás, guias e protetores) que agregam 7 graus ou vibrações ascendentes.

No primeiro plano encontram-se os Orixás Intermediários em número de 399 entidades em cada linha ou vibração do Orixá, discriminadas da seguinte maneira: 7 Orixás Principais que ordenam 7 Chefes de Legiões, 49 Orixás Chefes de Falange e 343 Orixás Chefes de Subfalanges, compondo os 1º, 2º e 3º graus, respectivamente.

Consideramos 7 as Linhas ou Vibrações de Orixás na Umbanda Esotérica (Oxalá, Yemanjá, Yóri, Xangô, Ogum, Oxossi e Yorimá), portanto multiplicamos esses valores em 7, e teremos 2.793 atuando no 1º plano da hierarquia espiritual. Sendo que os 7 Orixás Principais de cada linha não incorporam, logo são 2.743 as entidades que podem atuar na incorporação, assumindo a responsabilidade mediúnica.

No segundo plano, situados no 4º grau, estão os denominados Guias atuando como Chefes de Grupamentos, em número de 2.401 em cada linha ou vibração, totalizando 16.807.

No 3º plano, constituindo os 5º, 6º e 7º graus ou vibrações, estão os Protetores, que atuam como Integrantes de Grupamentos. Sendo no 5º grau 16.807, no 6º grau grau 117.649 e no 7º grau 823.543, sendo esses números para cada linha ou vibração, totalizando 6.705.993 de espíritos atuando no 3º plano.

Podemos observar que o número de entidades situadas no 2º grau, é 7 vezes o número das situadas no 1º, e assim segue-se multiplicando pelo número 7 até o 7º grau, estendendo-se aos subgrupamentos até limitar todos os seres do mundo astral. O porquê dessa lógica é um assunto de cunho iniciático, do entendimento daqueles que se aprofundam nos mistérios através do estudo e prática, mas podemos considerar que 7 são os Orixás ou Linhas que manifestam suas vibrações sobre 7 espíritos e cada um sobre mais 7 e assim teremos os resultados obtidos acima.

No livro Umbanda de Todos Nós, capítulo 7, do escritor W. W. da Mata e Silva, podemos encontrar um mapa para melhor visualização e entendimento da formação da Hierarquia Espiritual de Umbanda.









Lembramos que todas as entidades que atuam nos terreiros de Umbanda possuem os conhecimentos necessários para suas funções, independente do grau em que esteja situada. O grau das entidades que o médium terá como mentores, serão de acordo com seu grau de evolução, podendo ser identificado dentro da iniciação. Um médium que já alcançou algum mérito durante encarnações anteriores poderá ser assistido por uma entidade no grau de Guia ou até mesmo de Orixá, e provavelmente será o chefe de um terreiro ou casa, porém esses médiuns são em minoria, sendo que 80% dos médiuns atuantes na Umbanda trabalham com entidades situadas no 3º plano, o que não desqualifica os trabalhos realizados, pois o simples contato com um autêntico protetor que milita na Corrente Astral de Umbanda já traz diversos benefícios para o médium e os consulentes.

Devemos entender que as entidades que compõem as Hierarquias Espirituais de Umbanda, atuam com o único objetivo de guiar os filhos de fé para o despertar de sua consciência, alcançando assim sua libertação do mundo das formas, e seguindo para vias de evolução ainda desconhecidas por todos nós.






domingo, 25 de novembro de 2018

CONDUTA MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICA DOS MÉDIUNS DENTRO DA CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA.







1 – Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.


2 – Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo o Evangelho do Cristo Jesus e outros livros indicados, bem como assistindo palestras nesse sentido.


3 – Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.


4 – Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais sabido, muito mais “tudo” que o do seus irmão, médium também.


5 – Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência, os feitos de seus guias ou protetores. Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.


6 – Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se fanatizando e “aborrecendo” a entidade.


7 – Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.


8 – Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado “pronto” ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou protetor, Seu for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela direção do terreiro.


9 – Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testadas no terreiro.


10 – Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou daquela forma.


11 – Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maledicentes, etc... Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas...


12 – Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.


13 – Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a esperar e confiar...


14 – Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com sua consciência.

15 – Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.

16 – Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada.

o álcool.


18 – Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.


19 – Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o túmulo do médium.


20 – Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor. Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.








Texto extraído do livro:

“Mistérios e Praticas na Lei de Umbanda” W.W da Matta e Silva