sexta-feira, 6 de abril de 2018

A MEDIUNIDADE CONSCIENTE








A mediunidade desta época, a que está sendo mais aflorada, é a semiconsciente. Isso ocorre a fim de que o veículo utilizado pela entidade não passe em brancas nuvens aquela experiência única daquela incorporação específica, sem dela retirar proveitos práticos para sua evolução pessoal.

O médium ouve a Entidade e o consulente, mas não deve interferir. Ouve, como um acadêmico de medicina em fase de estágio, onde o professor/médico e o seu paciente mantêm diálogo aberto sobre os problemas enfrentados, as soluções possíveis, o caminho mais adequado à cura; cabendo-lhe tão somente realizar suas anotações e aprender para a sua vida pessoal a indicação mais certa para não cair (ele mesmo, o aluno) naquela enfermidade e, estando acometido de mal semelhante, receber luzes para encontrar o caminho mais promissor à sua própria libertação.

Como um sacerdote, canal da comunicação divina aos homens, ouve o confidente e silencia para, em prece, interceder para que a luz atinja aquele ser que se debate em seus conflitos íntimos e o restaure.

Essa forma específica de mediunidade constitui, também, uma grande prova e motivo de valiosa expiação quando bem vivida, pois diversos fatores acercam-se do filho, aparelho para os imortais:



1º) A Confiança – O médium enfrenta o dilema de confiar sem ver com os olhos da carne. Aqui ele é lapidado para “acreditar”, independente da substância, da forma, das cores, para além da matéria densa;

2º) A Entrega – O processo de harmonização entre a entidade e o médium; é momento de ajuste, onde os fios tênues de amor de um e do outro se conectam, dissipando as arestas que impedem tal comunicação. Quanto maior a entrega do médium, mais rápido a entidade encontra canais para essa união; mais intenso e tranquilo o ajuste ou justaposição dos corpos da entidade e do médium;

3º) A Vitória sobre a resistência – É comum aos encarnados o cultivo dos seus diversos “achismos”, de suas ideias pré-concebidas, de seus interesses pessoais, de suas doenças invisíveis. Tudo isso precisa ser purificado para que o médium mergulhe nas certezas de quem veio trabalhar;

4º) A Disciplina – Ao médium é ofertada a oportunidade do rompimento com as “facilidades” de um tempo provisório e consigo mesmo, quando da retirada dos escombros que não lhe pertencem, mas que teimam em se instalar em seu coração. A estrada é a da evolução, da disciplina e da coragem;

5º) A Lapidação – Ser canal da Luz Divina é trabalho sério. Daí a necessidade da limpeza diária dos canais dessa luz – audição, aparelho fonador, visão, órgãos sinestésicos, mente, etc., afim de que as mensagens recebidas fiquem livres das filigranas da “temporalidade” e o trabalho realizado surta o efeito necessário sem acumular energias outras que venham produzir mais desequilíbrios. Lapidar é um verbo de presença efetiva no dia-a-dia daquele que se dispõe a esse serviço;

6º) O Abandono da timidez e do “amor próprio” doentio – Cabe aos que abraçaram esse trajeto se despirem de si e deixarem cada entidade trabalhar do seu jeito, sem a preocupação com o que os outros dele pensarão, pois as entidades que militam na seara da Luz sempre vêm com um propósito, com uma moral elevada, com atitudes que exalam o infinito do amor;

7º) A Libertação da vaidade - O médium deve estar vigilante para não “dramatizar” as sessões ou giras; não é aconselhável nem justo “se fazer passar pela Entidade”, a fim de que esta não o deixe ao sabor de suas próprias temeridades.

O médium, independente de seu grau de entrega, é canal de bênçãos. Ele, em si mesmo, não é a bênção! É antes canal e manifestação dela na vida dos que estão na mortalidade. Daí a sua responsabilidade. Daí a necessidade da sua vigilância e coerência pessoal. Daí precisar estar em intimidade com os seus Guias, com a Luz e a Verdade do Cristo, em evolução perene.


Texto do espírito Estrela Maior
Pela médium Francimary Figueiredo


segunda-feira, 2 de abril de 2018

QUAL O TAMANHO DO SEU EGO ?








Ego segundo a filosofia é uma figura responsável pela diferenciação que o indivíduo é capaz de realizar, entre seus próprios processos interiores e a realidade que se lhe apresenta.

Realidade esta chaveada pelas crenças, e, muito das vezes, pela incapacidade de se perceber. O Ego é o divisor de águas da mente, ele é o responsável pelos excessos e restrições de realizações que praticamos, nele habita a realidade perceptível e a capacidade de ação mental.

Não obstante, cada um tem o seu ego, isso para que em resposta ao entendimento da própria vida, possa cada individuo usar de sua capacidade reflexiva e se realizar individualmente. Pessoas de ego ajustado conseguem ver luz nas coisas, pois interpretam de forma pessoal a realidade comum a todos. Os que possuem harmonia no ego são livres, não passionais, pouco materialistas e extremamente caridosos e humanistas. Estes se calam frente a ignorância, porque se garantem de forma muito tranqüila em seu interior, possuindo consciência suficiente para estabelecerem e construir o futuro.

Os libertos do ego lutam diuturnamente contras os desarmônicos deste mesmo ego. Sendo certo que os irmãos em estado de ignorância se mortificam no pesar de querer viver a vida do outro, por que não dão conta deles mesmos. São os porcos a procura de pérolas da Bíblia cristã, os manipuladores de energias degradantes, os lobos em pelo de cordeiro. Chegam humildes, mas nunca o foram, chegam amorosos, mas nunca experimentaram esta dádiva, chegam submissos, mas esperam com calma a oportunidade certe para colocarem em prática a carga doentia que possuem e da qual não se desapegam de forma nenhuma. São os afáveis de fachada, sublimes peregrinos da discórdia, os quais fogem dos espelhos, pois não suportam mirar por muito tempo a angústia de suas próprias existências.

Suas relações interpessoais são doentias, pois a lascividade de sua ignorância necessita de demonstrações permanentes de dependência, pois não percebem por ignorância própria, que se libertar é a via exata de se acender a planos mais altos de própria existência. Ultrapassando os limites de uma visão turva, que busca na culpa alheia a resposta para toda sua caminhada hostil e desregrada. Sofrem emocionalmente, pois necessitam de escravos de suas debilidades e crescem em desespero para criar grupos e artimanhas nefastas para o deleite de suas misérias pessoais.

O ego é a linha limite entre a sanidade e a insanidade, seu domínio denota renovação de sentimentos e reflexão constante sobre o papel de cada um neste universo. Os egoístas precisam se amar de verdade e enfrentar com sabedoria suas ingerências. Necessitam de autocontrole e amor próprio para vencerem suas ideias repetitivas de fuga da realidade para a desgraça do universo. Seu estado de soberba engessa o mundo e suas relações interpessoais são maliciosas e alimentadas de inveja e estacionamento mental.

E se os perguntamos o que são neste mundo? Devolvem-nos a pergunta, pois ainda não se situaram de forma concreta nesta existência.


O mundo precisa de reflexão!