domingo, 26 de agosto de 2018

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA







Enquanto estava sentada cambonando, pitando um cachimbo que o Preto Velho havia me pedido, me veio o seguinte questionamento: “O que você está fazendo pitando esse cachimbo? ” Parei para pensar e respondi mentalmente: “ Usando o fumo para dissipar a energia densa que me está chegando. ”

E a indagação continuou: “Mas, e como você acha que isso é feito? ” Novamente, me coloquei a pensar e dei aquela resposta pronta de leituras previamente estudadas: “Ué, pela ação do fogo no fumo. Ocorrendo um processo de transmutação da matéria (o fumo queimando se transformando em fumaça) que se estende ao etéreo e também transmuta essa carga energética. Além da ação dos elementais“.

Mas, aquela voz pareceu não se contentar com minha resposta, e, novamente perguntou: “E esse processo acontece apenas no campo etéreo? No seu corpo físico, nada acontece? ” Foi aí que realmente me concentrei no processo que é pitar um cachimbo, e comecei a perceber quais partes do meu corpo eu precisava colocar em movimento para executar aquele ato magístico. Aí, não me pareceu mais algo tão simples... e, minha atenção foi voltada para uma parte muito específica do nosso corpo: o Diafragma.

O Diafragma é o músculo responsável pela nossa respiração, e está situado mais ou menos no meio do nosso tórax, como se o dividisse em duas partes. Sendo que, na metade superior, temos nossos órgãos vitais, tais como: coração e cérebro (nosso sistema nervoso) e, na metade inferior temos os órgãos que estão relacionados com nossa digestão (função de absorção de vitaminas fundamentais para nosso organismo e excreção do que nosso corpo não precisa ou, até mesmo, do que é nocivo para ele) e do controle de líquidos.

O interessante foi associar que, ao inspirar (puxar o ar), o diafragma desce; e, com isso, todos os órgãos que estão acima dele também descem, assim como todos os que estão abaixo dele. E, na expiração, ele sobe e tudo volta para o seu lugar fisiológico. O que isso tem a ver? Bom, esse movimento diafragmático permite que o ar entre em nossos pulmões, levando o oxigênio para todas as células do nosso corpo e retirando o gás carbônico que é nocivo para elas. Ou seja, estamos fazendo nossas células se limparem.

Porém, não precisamos parar por aí. Podemos analisar esses movimentos viscerais e veremos que isso permite que mais sangue chegue às mais variadas partes do nosso corpo, permitindo que o bom funcionamento corporal seja mantido e a energia não se acumule, causando desconfortos físicos.

Agora, vamos associar o corpo físico ao perispírito, lembrando, que um é a cópia do outro e, que, no nosso corpo astral temos os canais energéticos que os unem (os nadis) e também os chackras. Então, se ao respirar eu movimento meus órgãos, espiritualmente, eu também proporciono movimento para os meus órgãos perispirituais, chackras e para a energia que circula nos nadis.

Se faço a energia circular não estarei acumulando a carga do trabalho mediúnico. É um processo constante de aquisição e eliminação de energia, que me permite fazer uma espécie de descarrego (de uma forma sutil) e mantendo meu ectoplasma renovado para a doação mediúnica. Isso tudo através de processos físicos que se perpetuam no meu espírito e se revelam nos dois corpos.

Confesso que, a partir desse diálogo mental, comecei a expandir meu pensamento não só para a utilização do fumo, mas também para a importância dos pontos cantados que exigem muito nosso diafragma. E lembrei daquela frase: “quem canta, os males espanta”.

Expire.










terça-feira, 21 de agosto de 2018

O MÉDIUM E SEU PAPEL






A partir das informações do livro Profilaxia dos espíritos dos médiuns, podemos realizar uma reflexão sobre o papel do médium no trabalho mediúnico. Há diferentes formas de mediunidade e todos nós, em alguma medida, possuímos essa faculdade, como nos ensina o Livro dos Espíritos. Na atuação mediúnica, afirmo que, sem doação, sem desprendimento, sem estudos, sem dedicação, sem comprometimento, sem alegria e sem AMOR, nosso trabalho se transforma numa obra sem fé.  

Em outras palavras, Jesus quer um trabalho na íntegra e sem medo, reservas ou melindres. Para desenvolver seu papel nesse árduo trabalho de resgate e evolução, o médium precisa sempre buscar o equilíbrio e ter os pés no chão. Conscientizar-se de que não será fácil, mas também não será impossível realizá-lo maravilhosamente bem. O papel do médium é de sustentação e colaboração com a casa. Nessa jornada, ele se aperfeiçoa e aprende. Seus passos são amparados pela espiritualidade, de acordo com sua dedicação e humildade.

Existe quem tutele essa conexão entre a espiritualidade e os médiuns. O pai de santo é o principal responsável por isso. Ele é a base dos trabalhos mediúnicos e auxiliador da jornada dos médiuns. É uma troca. Por isso, o médium deve sempre atualizar-se com a espiritualidade. Isso mesmo! Se atualizar, preparar, dedicar, transformar, crescendo espiritualmente e culturalmente, aumentando seu conhecimento e se autoconhecendo.

As entidades sempre usam o conhecimento espiritual e cultural do médium para desenvolver o trabalho da melhor forma. O médium é uma maca de auxílio e de consolo para ele mesmo e para os irmãos necessitados, tanto encarnados como desencarnados. Para desempenhar seu papel mediúnico, é preciso sempre buscar o equilíbrio e a conexão com uma sintonia serena e adequada à realização do trabalho. Um médium que esteja num processo de desequilíbrio pode interferir negativamente na corrente mediúnica.

Mesmo com a diversidade de formas de manifestação da mediunidade, cada um contribui com seu pouco. Unidos, os médiuns formam uma gigantesca onda energética que fornece sustentação, auxílio e assistência para TODOS que fazem parte da corrente mediúnica. Envolvidos nessa forte vibração, é possível resgatar, tratar e amparar todos na mesma proporção, tanto encarnados como desencarnados. Tem-se como ponto de chegada e partida o próprio médium, que sempre é tratado. Isso porque passa primeiro por ele o que será destinado ao consulente.

Um bom médium sempre procura ser íntegro, honesto, humilde, sereno, tranquilo e eficaz no trabalho.  Policia-se em todos os aspectos. Dos pensamentos ao agir. Do olhar ao se mover. Do imaginar ao falar. Do perdoar ao amar. O bom médium deve buscar sempre se auto observar, vigiar e zelar pelo bem comum da casa em que trabalha. Quem se conhece sempre procura melhorar o que está errado.

Ressalto que ninguém é mais do que ninguém num trabalho mediúnico. Devemos lembrar que somos pequenos e cada um, com seu pouquinho, tem algo para ofertar e dar de coração.  O pouco de cada um se torna uma fortaleza quando unido em prol do bem comum. Todos contribuem, para que o trabalho mediúnico aconteça. Todos precisam estar sempre em sintonia e equilíbrio, para que a espiritualidade possa fazer com que as maravilhas de bênçãos aconteçam. TODOS SÃO IMPORTANTES NO TRABALHO!

Encerro com a velha e famosa frase: “CADA UM DÁ O QUE TEM”. Então, vamos nos perguntar e responder: O que estou dando para o trabalho mediúnico do qual faço parte? O que tenho e posso fazer, para que o melhor aconteça para mim e meus irmãos? Paz, bem e muita luz a todos.