segunda-feira, 15 de julho de 2019

“PORQUE ANDRÉ LUIZ FICOU OITO ANOS NO UMBRAL?”








Em Nosso Lar é narrada a passagem de André Luiz pelo umbral. Ele ficou oito anos no umbral e foi chamado, por outros espíritos, de suicida.

Depreende-se do livro que ele era considerado suicida inconsciente, pois, mesmo sem o propósito de tirar a própria vida, teve a vida encurtada pela falta de cuidado com a saúde. O livro deixa perceber que ele era dado aos prazeres.

A partir disso, alguns acham que ele bebia muito, ou que fumava e bebia, ou que bebia e comia muito, ou que, além dessas coisas, era chegado ao meretrício. Talvez de tudo um pouco, pois tudo isso era plenamente aceitável para os padrões sociais da época.

Seja como for, ao longo da série é possível perceber que André Luiz era mais do que um simples homem do seu tempo, e se não demonstrou isso quando encarnado, sua vida deve ter sido frustrante.

Fica claro, pra mim, que André Luiz ficou oito anos no umbral principalmente pelo vazio em que transformou a sua passagem pela matéria, desperdiçando as oportunidades recebidas. Nascido num lar de classe média, tendo recebido boa educação e bons estudos, fez da sua vida uma vidinha comum, sem emoções ou sobressaltos, sem nada de realmente construtivo e útil.

A julgar pela sua inteligência e boa vontade demonstrados nas suas narrações, teria muito o que oferecer aos que conviveram com ele.

É isso o que a maioria de nós faz. Quase todos recebemos boas oportunidades. Mesmo as dificuldades enfrentadas são às vezes grandes vantagens, por nos proporcionar ver as coisas por ângulos diferentes, por forjar o nosso caráter e por nos proteger de facilidades que nos enfraqueceriam o aspecto moral.

E o que fazemos das oportunidades recebidas? O que oferecemos de nós mesmos aos outros? Mal cuidamos da família, às vezes nem da família, ou nem de nós mesmos… E temos as velhas desculpas da incompreensão, ou da pobreza, ou da falta de apoio, ou da falta de condições ideais.

Não é pra isso que reencarnamos. Não é pra nos arrastarmos cheios de queixumes e revoltas que recebemos a dádiva preciosa da reencarnação. Não é pra passar contando os dias para que o domingo chegue pra desmaiar em frente à televisão que nós ganhamos a oportunidade de um novo corpo físico.

Temos muito o que fazer, temos muito a oferecer, a contribuir, a dar de nós mesmos. E a aprender, e a ensinar, e a amar e perdoar. E compreender, e crescer e ajudar a crescer. É possível. Tudo isso é possível. E não é tão difícil quanto possa parecer a quem nunca tentou. Nascemos bebês, moles e frágeis, e um dia temos que tentar nos equilibrar sobre as pernas, e dar um passinho à frente do outro. É um grande desafio, que nós só conseguimos porque tentamos.

Não sei o que André Luiz fez ou deixou de fazer com o seu corpo. Eu acho, particularmente, que devemos ter o máximo cuidado com o corpo, que é o nosso veículo de manifestação na matéria. Mas tenho certeza de que se ele tivesse tido uma vida mais plena e construtiva e útil, sua passagem pelo umbral teria sido bem mais curta.










Fonte: Espírito Imortal


segunda-feira, 8 de julho de 2019

VOCÊ SABE PARA QUE USAMOS AS ERVAS NA UMBANDA









O uso das ervas em nosso plano material está presente desde os primórdios da Terra e de nossa própria espécie. Os chineses, egípcios, os sumérios, a Índia e vários outros povos se utilizavam das ervas para os mais variados fins. Eram principalmente utilizados para cura na medicina, como alimento na culinária, para embalsamar os mortos, defumação, banhos, feitiçaria, venenos, alucinógenos e etc. Em praticamente todos os povos o conhecimento adquirido sobre as ervas se mantinham em segredo e só era conhecido por sábios, mestres e feiticeiros, fazendo com que esse conhecimento sobre as ervas fossem valiosíssimos e passados de geração em geração.

No Brasil o conhecimento das ervas e todos as suas propriedades também são passadas de geração em geração pelos moradores mais antigos os Índios, que são detentores de muito conhecimento das plantas e da natureza, utilizada por eles principalmente pelos mais velhos, os curandeiros e os Pajés. Utilizam para rituais de cura, fortalecimento, meditação, conhecimento, encontro com o sagrado, defumações e alimentos.

As ervas estão ligadas na Umbanda pelo simples fato de cultuarmos a natureza, que são as energias dos Orixás vindas diretamente de Deus, mas não somente por esse motivo, pois recebemos o conhecimento do elemento vegetal através dos nosso queridos Espíritos de Luz, principalmente pelos Caboclos e Pretos Velhos, os quais são exímios conhecedores das ervas, das plantas e de toda natureza.

Usamos na Umbanda as ervas para praticamente todos os rituais e momentos, como em: defumações, banhos de descarrego, banhos para desobsessão, banhos para fortalecimento e energização, chás, auxilio a saúde, proteção de templos e ambientes, energização dos templos, rituais de lavagem de cabeça e Amaci, Feitura de Santo, benzimentos e os mais variados momentos.

As ervas e plantas estão sob regência do Orixá Oxóssi, porém existem ervas especificas para cada um dos Orixás cultuados na Umbanda, isto porque certas plantas vibram da mesma forma e na mesma intensidade do Orixá.

devemos respeitar também a regência da lua sobre as plantas, as quais se modificam e vibram de formas diferentes em cada fase e a cada momento do dia.

Dica: Quando for retirar plantas, ervas e flores da natureza peça licença a Deus, aos Orixás e aquela planta, pois cultuamos a natureza e devemos respeitar, usando com bom senso e responsabilidade. Procure estudar e se aprofundar no conhecimento do uso das ervas, facilitando a disseminação desse conhecimento através dos Guias de Luz, permitindo que cada vez mais eles nos ensinem sobre o seu uso em rituais e cultos.