quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A RESPONSABILIDADE DE UM MÉDIUM UMBANDISTA








Nós, médiuns Umbandistas, temos de nos conscientizar de nossa responsabilidade quanto ao atendimento de pessoas em nossas casas. Existem alguns pontos a serem observados.

Nunca devemos pensar que a responsabilidade de um atendimento é toda da entidade, nós também temos uma parcela muito grande de participação em todo o contato com os consulentes. De uma forma simples podemos entender assim: O médium gera uma energia que, ao juntar-se à energia da entidade que venha a incorporar, cria uma terceira energia, que é a que vai atuar durante o atendimento. Portanto, se uma das energias estiver em desequilíbrio (geralmente é a do médium), isto afetara a eficácia do atendimento. Sendo assim, sempre que formos aos trabalhos devemos tentar ao máximo estarmos equilibrados, e se isto não for possível o correto seria não atendermos diretamente a ninguém, pelo menos até estarmos melhor.

Devemos ter muita atenção ao que é falado para as pessoas. Lembremos que muitos que vão até os terreiros, muitas vezes estão desesperados, abalados emocional e psicologicamente e podem interpretar de forma errônea as palavras. Também podemos estar criando ilusões que podem vir a se tornar decepções.



Outro ponto a ser considerado é o atendimento a pessoas com algum tipo de doença. Nunca, em hipótese alguma, podemos fazê-la pensar que pode parar com os medicamentos receitados pelo seu médico simplesmente por estar se tratando também no terreiro, pois se assim for feito e esta pessoa vier a piorar ou até a morrer, podemos ser responsabilizados criminalmente. Também não podemos nunca receitar remédios que não sejam de ervas ou naturais e mesmo assim tomando muito cuidado. Sabemos que muitas ervas, se não usadas corretamente, podem causar efeitos colaterais, pois são tóxicas. Lembrem, receitar remédios (de farmácia) sem estar habilitado para isto é exercício ilegal da medicina.

Irmão de fé, vamos ser umbandistas com ética e responsabilidade, não vamos prometer milagres que sabemos não sermos capazes de realizar. Não vamos criar falsas ilusões que venham mais tarde se tornar verdadeiras decepções.
Façamos da Umbanda uma religião de fé e amor, onde todos entendam que temos um caminho e que, ao caminhar por ele, vamos colher os “bônus” mas também pagar os “ônus”….












quinta-feira, 25 de julho de 2019

ASPECTOS DA MEDIUNIDADE










Todo aquele indivíduo que traz em sua trajetória karmica o compromisso de, nesta encarnação,  trabalhar com sua mediunidade, deve procurar conscientizar-se de que tem um dever a cumprir em prol de seus irmãos encarnados e desencarnados, em benefício de sua própria evolução.

Quando se fala em trabalhar com a mediunidade, deve ser primeiramente observado dois aspectos, que ao nosso ver estão intimamente ligados, ou seja, a conscientização de tal compromisso e o livre arbítrio inerente a cada ser encarnado.

Conscientização, porque, tal faculdade não será plenamente exercida se não houver a nível mental a conscientização do indivíduo de que tem "algo mais" a exercer nesta encarnação.

Livre arbítrio, porque, ao ser encarnado é dada a faculdade de decidir seu próprio destino, sendo  ele o único responsável por suas atitudes.

No tocante ao aspecto  mediunidade/consciência, podemos observar:

Existem pessoas que são portadoras de mediunidade, porém, não possuem consciência disso.

De uma maneira ou de outra, por fortificarem em sua consciência dogmas contrários a teoria da espiritualidade, repulsam integralmente tal faculdade, passando pela atual encarnação como se não tivessem nada a cumprir, pois suas consciências estão adormecidas e somente voltadas àquilo que é material.
Isso faz com que a mediunidade volte ao seu estado primitivo, já que o indivíduo ao reencarnar a rejeitou integralmente. É como que se tivesse procurado apagar de seus registros esta condição.

Outros, porém, já com um grau mais elevado de mediunidade, também não tendo consciência, e por desconhecimento ou ignorância a rejeitam  e passam a sofrer com ela, porque não querem usufruir de seu livre arbítrio, para conquistarem os caminhos que o tornarão melhor se vier a tratar de sua mediunidade. Criam em seus inconscientes aspectos negativos no que diz respeito a espiritualidade, como que tivessem herdado os traumas dos tempos da inquisição, não podendo nem ouvir falar em tal assunto. Estes, coitados, sofrerão sempre influências negativas do mundo astral e dirão que sofrem de males físicos, vendo tudo como doença. Outros, poderão até mesmo tornarem-se perturbados mentalmente. Tudo em nome de uma não conscientização.

Na relação mediunidade/livre-arbítrio, encontramos aqueles que, embora conscientes de serem portadores de faculdade mediúnica, travam uma grande luta interior contra ela. Acham que cumpri-la é algo que requer muito sacrifício. Tornam-se pessoas inconstantes, amarguradas e problemáticas. Em alguns momentos há praticam com total entrosamento, noutros nem tanto, e o pior estão sempre achando motivos  para deixar de praticá-la. Para justificar tal atitude comumente alegam falta de tempo ou certas decepções pessoais em relação a sua mediunidade, chegando até mesmo ao cumulo de  atribuírem culpa a outros pelo fato de não a exercerem . Procuram usar de todas os argumentos para se convencer e convencer a outros o uso de seu "livre arbítrio" pelo fato de deixar de lado a prática mediúnica.

Assim, em relação a prática da faculdade mediúnica, mais que pratica-la é preciso conscientizar-se de sua importância para com nossa evolução espiritual.
Como alguém já disse, se não a cumprimos na época oportuna, quando precisarmos novamente reencarnar vamos ter que esperar por muito tempo para encontrar um espírito que se digne a compartilhar conosco num novo reencarne o compromisso anteriormente não cumprido.