quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

MÉDIUNS EM SUA MAIORIA, SÃO ESPÍRITOS ENDIVIDADOS PERANTE ÀS LEIS ETERNAS…







“Em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso.” Assim, todo Médium deve resguardar-se na Humildade, na Modéstia, convicto de que é uma Alma em Processo de Redenção e Aperfeiçoamento, pelo Trabalho e o Estudo.

A seriedade de uma reunião, entretanto, não é sempre suficiente para haver comunicações elevadas. É indispensável a harmonização dos sentimentos e o amor para atrair os bons Espíritos.

Por isso os componentes da reunião devem esforçar-se por manter os requisitos mínimos, instruindo-se e elevando-se moralmente.

Os Médiuns deverão manter disciplina interior, equilibrando suas emoções, seus pensamentos, palavras e atos para se tornarem maleáveis às instruções dos Espíritos superiores.

A Faculdade Mediúnica não os isenta das responsabilidades morais imprescindíveis à própria renovação e esclarecimento, o que irá facilitar a sintonia com os mentores da reunião e melhores condições de exercerem a enfermagem libertadora aos Espíritos trazidos para tratamento.

O Dirigente deverá possuir os requisitos mínimos para liderar o grupo mediúnico que são: amor, boa vontade, estudo e atitudes corretas. Segundo André Luiz [Nos Domínios da Mediunidade], o dirigente deverá ter:

“Devoção à fraternidade, correção no cumprimento dos deveres, fé ardorosa, compreensão, boa vontade, equilíbrio, prudência e muito amor no coração.”
Os Doutrinadores devem, igualmente, evangelizar-se estudando a Doutrina e capacitando-se para entender e elaborar nos diversos misteres do serviço de esclarecimento e tratamento Espiritual.

Na mesma linha de deveres dos médiuns, não poderão descurar do problema psíquico da sintonia, a fim de estabelecerem contato com o dirigente do plano espiritual que supervisiona os empreendimentos de tal natureza.

O doutrinador exerce a posição de elemento-terra, o mediador consciente da Espiritualidade, que deverá analisar os problemas e as ideias de modo equilibrado e inteiramente lúcido, revestindo-as com as luzes do Evangelho de Jesus e em coerência com os ensinamentos codificados por Allan Kardec.

Não poderemos deixar de analisar a influência dos Espíritos que são trazidos em tratamento às reuniões mediúnicas.

Invariavelmente, aqueles que sabem perseverar, sem adiarem o trabalho de edificação interior, se fazem credores da assistência dos Espíritos interessados nas sementeira da esperança e da felicidade na Terra – programa sublime presidido por Jesus, das altas esferas.

Nas reuniões sérias, os seus membros não podem compactuar com a negligência aos deveres estabelecidos em prol da ordem geral e da harmonia, para que a infiltração dos Espíritos infelizes não as transformem em celeiros de balbúrdia, de desordem e perturbação.

“Para que uma sessão espírita possa interessar aos instrutores espirituais, não poderá abstrair do elevado padrão moral de que se devem revestir todos os participantes, (… principalmente o Médium onde a exteriorização dos seus fluidos, isto é, a vibração do seu próprio Espírito, que é resultante dos atos morais praticados, o distingue das diversas criaturas, oferecendo material específico aos instrutores espirituais para as múltiplas operações que se realizam nos abençoados núcleos espiritistas sérios, que têm em vista o santificante programa de Desobsessão Espiritual.”









Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

UMBANDA É MÃE NATUREZA








A Umbanda é uma religião que está profundamente ligada à Natureza.
Sem Natureza não haverá Umbanda!

Dentre as inúmeras razões a serem descritas com relação à natureza em si, destaca-se que os Guias (sob a regência dos Orixás) que habitam justamente as florestas, campinas, cachoeiras, pedreiras, lagos, lagoas, pântanos, rios, fontes, nascentes, praias e mares, são utilizados desses lugares, os denominados e fundamentados PONTOS DE FORÇA, rituais essenciais ao desenvolvimento mediúnico na Umbanda.

Por essa razão, mais do que qualquer outra pessoa, o Umbandista deve ter uma forte CONSCIÊNCIA AMBIENTAL.

Por exemplo:

Quando se pede o auxílio e a presença dos Guias das matas, ou quando o médium está lá, suja seu espaço?
Queima-se as árvores?
Atrapalha a biodiversidade?

É óbvio que NÃO!!!

A seguir uma breve liturgia de pequenos exemplos conscienciais sobre a prática.

Para que uma oferenda alcance sua força na totalidade é necessário preservar os seus domínios. Deve-se respeitar cada ponto da natureza, pois se trata de templo sagrado e intocável.
Por isso, quando houver a necessidade de realizar uma oferenda, em qualquer lugar da natureza, evite deixar qualquer espécie de lixo. Portanto é ponderado utilizar materiais biodegradáveis no lugar de plásticos, vidros e metais.

Ao invés de alguidar, forre o local com folhas de bananeira ou mamona. O Alguidar demora muito para se decompor e evita a decomposição rápida dos elementos que estão dentro dele, gerando o mau cheiro.
Ao invés de deixar garrafas, despeje o líquido em volta da oferenda. O vidro, além de demorar anos para se decompor, pode causar ferimentos às outras pessoas que por ali passam. Despejando o líquido ao redor da oferenda, a terra sugará sua oferenda e a essência será entregue a força que você desejar.
Não jogue garrafas dentro dos rios e mares.
A intenção, a validade, será a mesma.

Evite acender velas próximo às árvores e vegetações secas. Essa atitude irá evitar incêndios e a destruição da mata sagrada.

Não jogue lixo nas ruas, praças, encostas, rios, bueiros. Não polua o ar com gases tóxicos. Troque as sacolas plásticas pelas sacolas de fibra.
Separe os materiais recicláveis. Evite incêndios.

Não deixe alguidar nas encruzilhadas, afinal, quem desconhece a Umbanda não é obrigado a entender e compactuar dos nossos ritos sagrados, fomentando assim o preconceito religioso que tanto se combate no dia-a-dia.

Com essas atitudes simples e inteligentes, o Umbandista se integrará ainda mais à natureza, passando a ser parte dela. Além de contribuir para a preservação do planeta, estará, indiretamente, agradando aos Orixás, sendo partícipe na preservação de suas moradas sagradas.

Lembre-se que os índios, os nossos sagrados irmãos que já habitavam as Terras de nosso País, preservavam com sapiência àquela que nutre e faz com que se evolua de maneira saudável, a MÃE NATUREZA!

Num mundo de impuros, deixa-te “corromper” pela pureza!