AELA, 50 ANOS DE FUNDAÇÃO
Fiel
aos princípios com os quais foi idealizada pelo Plano Astral desde a sua
fundação, a AELA foi crescendo espiritualmente e materialmente ao longo
dos tempos.
Nesse
processo, fortemente ligado a toda a sua história, vejo hoje 23 de maio, que já
se passaram 50 anos de sua fundação como instituição religiosa de
caráter filantrópico.
A
materialização daquilo que foi, em primeiro lugar idealizado pelo Plano Astral,
e posteriormente por nós seres encarnados, somente tornou-se possível pela
união de muitos irmãos e irmãs, num único propósito e objetivo.
O que
hoje vemos concretizado a nível material, somente reforça o entendimento de que
numa comunidade, se não houver a colaboração e dedicação de todos que a compõe
nada se consegue.
Nesse
período, muitos são e foram os confrades e colaboradores e a todos rendemos
graças e nossa eterna gratidão.
Em se
tratando de um núcleo espiritualista, de nada vale existir uma edificação bem
estruturada e organizada, se não existirem pessoas de boa vontade, íntegras,
honestas e de firmes propósitos, para que se pratique a Umbanda.
Se hoje, após decorridos 50 anos, contamos com uma instituição
e um Templo materialmente bem estruturado e organizado, é porque nossos
Mentores Espirituais depositaram confiança em todos os que por aqui passaram, e
principalmente naqueles que ao longo desse tempo, ainda permanecem trilhando os
caminhos da Umbanda com muito amor e fé, assumindo responsabilidades ainda
maiores, pois maior tem sido o número de frequentadores a aportar na AELA na
ânsia de obter ajuda.
Se as
pessoas deixarem a instituição, sua missão mediúnica ou se vierem a ruir não
existirá Templo, não existirá instituição, não existirá Umbanda, porque não
haverá pessoas para que haja o intercâmbio entre o plano material e o
espiritual.
Consciente
da importância que muitas pessoas tiveram e tem na concretização da AELA não posso negar que minha pessoa se confunde com nosso Templo. Quando fui escolhido para ser o instrumento dos
Mentores Espirituais que o dirige, sem que eu tivesse consciência plena, o
Plano Astral foi me induzindo no desenvolvimento de ações materiais que viessem
a concretizar o que estava planejado.
Sem lisonjear-me contar a história da AELA é contar a
minha história. São mais de 50 anos, sem interrupção, trilhando os caminhos da
Umbanda.
Muitas
foram as intempéries e ingratidões enfrentadas em relação às questões espirituais
e materiais que envolvem uma instituição umbandista, principalmente, em um
grupo de pessoas com diversos níveis de consciência e personalidade.
Se
hoje somos uma instituição que completa 50 anos de fundação sem interrupção de
suas atividades, é porque mesmo em meio a dissabores e ingratidões, as
Entidades dirigentes de nosso Templo sempre me deram forças para continuar
desempenhando a tarefa que me foi confiada, pois tenho consciência de que para
a prática mediúnica e para a manutenção de um grupo espiritualista é necessário
muita humildade, disciplina e dedicação.
Não
existiria um Templo, não existiria a AELA e não existiria uma corrente
mediúnica, se não existisse seres astralizados, como o Preto
Velho Nhô Benedito – Nosso Patrono Espiritual e o Caboclo Pena Branca – Nosso
Mentor Espiritual, que
assumiram a responsabilidade de comandar espiritualmente nosso Templo.
Finalizando,
expresso aqui minha gratidão aos que vieram antes e aos que caminham hoje, que construíram
esta história de fé, amor e caridade, sustentados pelas forças da sagrada
Umbanda e guiados pela sabedoria dos Guias de Luz,
Saravá
IVAN CROCETTI
Em 23
de maio de 2026, a AELA comemora 50 anos de atividades caritativas ininterruptas sobre a Terra. São 50 anos de
histórias repletas de lutas, aperfeiçoamento e consolidação, para que o plano
astral superior nela encontrasse a devida ordem e harmonia para a sua
manifestação.
Se pudéssemos definir
em duas palavras a história
desta instituição caritativa,
seriam abnegação e devotamento. Devotamento, pois sem fidelidade e disciplina
nenhuma obra no bem pode atingir estabilidade. E abnegação, pois sem os
princípios nobres do amor e da caridade para direcionarem suas ações, qualquer
obra carece em suas estruturas.
São
50 anos de fé, amor e caridade, pois o lema da Umbanda é também o seu lema.
Lema este que sintetiza os ideais de todos estes espíritos que vêm de Aruanda e se manifestam neste congá. E não poderia ser diferente, pois esta instituição existe com a permissão de Jesus, nosso mestre Oxalá, que designou, através
de Sua infinita misericórdia, esses seres de luz para o cumprimento de Sua
vontade.
AELA,
em algum momento desses 50 anos, a nossa história se juntou à sua. Pois, como
um clarão a desintegrar as trevas de nossa consciência, você surgiu em nossa jornada,
quando mais necessitávamos, penetrou nosso mundo interior
e nos trouxe a renovação de nossos valores
e ideias mais nobres. Foi graças a Ti e junto de Ti que nos foi possível
sentir a renovação de nossos destinos e o amor de Jesus a renovar o nosso ser.
Gratidão, AELA. É
este o sentimento que por você expressamos. Por tudo o que você representa em nossas vidas. Pois, no mais íntimo de
nosso ser, em nossos ideais superiores, onde habitam os nossos sentimentos mais puros e nobres, sentimos
você com o seu doce perfume
a exalar o amor de Jesus em nossas vidas.
Obrigado
a todos estes seres de luz, que tão caridosamente nos amparam e nos protegem em
nossos caminhos, às vezes sinuosos e cheios de espinhos. Obrigado, Umbanda
querida, por nos dar a oportunidade, através da AELA, de participar de seu banquete
de luz, com suas mirongas e seus Orixás.
AELA, continue no cumprimento de seu sagrado dever, que é a caridade.
Continue dando muitos frutos e mantenha sempre o firme propósito de servir e amar. Siga adiante, AELA,
e não tema os obstáculos do caminho, porque tudo o que
ligastes na Terra, ligastes nos
Céus. Pois tudo aquilo que nasce do sincero sentimento de amar e servir sempre
encontrará, em qualquer lugar do Universo, o amparo e a proteção do Criador,
nosso Pai.


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