domingo, 2 de dezembro de 2012

TRABALHADORES DE UMBANDA



Quem já não sentiu vontade de desistir de tudo?
Quem não se viu diante de tantas dificuldades e tantos problemas em sua vida e não quis deixar a Religião em segundo plano?
E naquelas horas em que trabalhamos o dia inteiro e, cansados, queremos ficar em casa?
E aquela festa de aniversário ou casamento bem no dia da Gira?
Amigos e parentes que fazem de tudo para você desistir dos seus propósitos dentro da religião?
Se a pessoa está trabalhando não vai à gira por causa do trabalho, o que é compreensível, se está desempregado é porque não tem dinheiro para ir até o templo...
Se eu for colocar todas as coisas que nos levam a não ir ao terreiro, será uma lista extensa...
A fé e a determinação deve ser uma constante na vida dos trabalhadores de Umbanda, pois tudo pode nos levar a desistir de ir naquele dia que poderia ser especial pelo simples fato de ir, afinal só de ficar duas ou três horas louvando Deus apesar de ser pouco é especial e mágico ao mesmo tempo.
O compromisso não é diretamente com o dirigente espiritual, mas sim com sua espiritualidade e com as pessoas que buscam ajuda e conselho dos Mestres do Astral, os nossos amados Guias Espirituais.
Sabemos sempre pedir, pedir e pedir e muitas das vezes recebemos, mas na hora de doar espera-se que esteja sempre presente de corpo e alma para ajudar.
É hora dos trabalhadores da Seara Bendita de Pai Oxalá começarem a repensar seus valores diante da sua missão dentro da Umbanda e encarar com mais seriedade o trabalho de Socorro Espiritual.
Lembrem-se: - Antes você pertencia à assistência e procurava ajuda, hoje você é o socorrista e existem tantos outros precisando de ti.
Devem sim viver a vida de forma plena com alegria de estar com os parentes, amigos, colegas. Mas não devemos nos esquecer dos irmãos e irmãs que precisam de abraço acolhedor e ao mesmo tempo curador, para que somente assim alcance sua evolução espiritual.










COLÉGIO DE UMBANDA
Inspirado por Pai João das Almas.

sábado, 1 de dezembro de 2012

O QUE ERDAM DE NÓS OS FILHOS ?



Afinal, quem são nossos filhos, o que representam em nossas vidas e o que representamos nós na vida deles, além do simples relacionamento pais e filhos?
 O que herdam de nós ao nascer?
São questões fundamentais trazidas por Hermínio Miranda, em sua obra “Nossos filhos são espíritos.”
 O estudioso afirma que “longe de respostas mais claras e objetivas, ou, pelo menos, de hipóteses orientadoras, o que observamos, no dia-a-dia das lutas e alegrias da vida”, é diferente:
 Uma coletânea de clichês obsoletos, ou seja, idéias preconcebidas e cristalizadas que, de tão repetidas, assumiram status de verdades inquestionáveis.
 Verdades que vamos aceitando meio desatentos, sem procurar examiná-las em profundidade.
 Por exemplo: o Marquinho “puxou” o jeito enérgico da mãe, ou a Mônica herdou a inteligência do pai, ou o gosto da tia pelas artes plásticas, ou, ainda, o temperamento da avó Adelaide.
 A primeira coisa a desaprender com relação às crianças é a de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.
 Cada ser é único, em sua estrutura psicológica, preferências, inclinações e idiossincrasias.
 Somente ca¬racterísticas físicas são geneticamente transmissíveis: cor da pele, dos olhos, ou dos cabelos, tendência a esta ou àquela conformação física, etc.
 Entra ainda a predisposição a esta ou àquela enfermidade, ou a uma saúde mais estável, traços fisionômicos e coisas dessa ordem.
 Quanto ao mais, não. Pais inteligentíssimos podem ter filhos medíocres, tanto quanto pais aparentemente pouco dotados podem ter filhos geniais.
 Pessoas pacíficas geram filhos turbulentos e vice-versa, pais desarmonizados produzem crianças excelentes, equilibradas e sensatas.
 Qualquer um de nós poderá citar pelo menos uma dúzia de exemplos de seu conhecimento para testemunhar a exatidão dessas afirmativas.
 Por isso, repetimos, cada criança, cada pessoa é única, é dife¬rente, e embora possam ter duas ou mais, certas características em comum ou muito semelhantes, cada uma delas é um universo pró¬prio, como que individualizado.
 Até mesmo gêmeos univitelinos, ou seja, gerados a partir do mesmo ovo, trazem na similitude de certos traços físicos, diferenças fundamentais de temperamento e caráter.
 Diferenças que os identificam com precisão, como indivíduos perfeitamente autônomos e singulares.
 Definamos, portanto, um importante aspecto: os pais produzem apenas o corpo físico dos filhos, não o Espírito (ou alma) deles.
 É fundamental que compreendamos que nossos filhos são Espíritos. São almas que trazem sua própria bagagem psicológica milenar, e que nascem em nosso lar por necessidade.
 Necessidade de crescer, de aprender. Necessidade de corrigir equívocos; de ser referência, exemplo, num ninho doméstico despedaçado; necessidade de amar e ser amado.
 “Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos.
 O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo.
 Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.”













 



Redação do Momento Espírita com base no cap. 2 do livro
Nossos filhos são espíritos, de Hermínio Miranda, ed. Lachâtre
e no item 8 do cap. XIV do livro O evangelho segundo o espiritismo,
de Allan Kardec,ed. Feb.