domingo, 2 de junho de 2013

APROVEITE SUA VINDA AO TERREIRO

  


Quando vamos ao terreiro, sempre estamos em busca de algo e muitas vezes esquecemos que esse algo não vai vir de fora, não vai cair do céu. Com certeza vai depender do nosso merecimento e do nosso trabalho. Dificilmente uma situação que demorou muito tempo para se formar se resolverá num único atendimento mediúnico.

Dependendo da ótica que você lê esse texto, pode ficar a impressão de passividade e de que sempre está errado. Que tem que ter paciência, que tem que ser resignado. Sim, temos que trabalhar tudo isso, mas se você prefere ter uma atitude mais participativa, mais ativa, podemos pensar em algumas idéias para melhorar nossos atendimentos com os guias espirituais.

Algumas sugestões:

Saiba pedir - Antes mesmo de chegar ao terreiro vá pensando nas suas prioridades. Durante a abertura dos trabalhos concentre-se e reflita (obviamente em silêncio) sobre o que você almeja e o que realmente você foi fazer lá. Na frente do guia sabemos que muitas vezes dá o “branco” e nem sabemos direito o que falar, mas se já é difícil pra gente imagina para o guia entender o que passa dentro da nossa cabeça tendo ainda o médium como intermediário. Não duvido da capacidade da entidade, porém se podemos facilitar pra quê complicar? Uma boa consulta não é aquela que demora horas e sim aquela que é objetiva.

Concentre-se em você - Estamos sempre pensando nos outros, nos nossos familiares, amigos ou mesmo inimigos. Pense em você. Não, isso não é egoísmo, é um caminho para a solução dos problemas; primeiro porque você não interfere no livre arbítrio de terceiros e, segundo, porque é você quem está lá e não os outros. Sei que pode parecer cruel “deixar de pensar nas pessoas”, mas não dá para tirar os outros do buraco se você ainda estiver dentro dele. O máximo que vai acontecer é os outros subirem sobre você para tentarem sair do buraco.

Use roupas adequadas - decotes, transparências, roupas muito justas e curtas desviam a atenção e podem servir de instrumento dos espíritos menos esclarecidos para desestabilizar a harmonia dos trabalhos. Evite roupas escuras, que dificultam o trânsito das energias.

Mantenha o foco no seu atendimento - preste o máximo de atenção no que lhe está sendo dito, evitando a curiosidade de ouvir e ver o que se passa ao redor, evitando atrair para você cargas dos outros consulentes por ser curioso.

Tenha paciência - aproveite o tempo de espera pelo atendimento para refletir e usufruir das boas energias concentradas no terreiro. Reclamar, ficar levantando para fazer nada, cochichar e falar sobre futilidades é um grande favor que você faz ao baixo astral. Sim, toda energia trabalhada tem que fluir para algum lugar e graças à lei da afinidade você pode entrar no terreiro com um probleminha e sair com um problemão. Seja esperto, vibre sempre energias positivas, em silêncio e no seu lugar.

Procure saber mais - não limite-se a buscar auxílio sempre que acha que as coisas não vão bem. Informe-se, leia, pesquise, pergunte como as coisas funcionam. Faça a sua parte.

Confie em você e tenha fé - ninguém é obrigado a ficar em um terreiro onde não se sinta bem, mas ficar indo em vários terreiros ao mesmo tempo é igual a iniciar o tratamento de uma doença em diversos médicos simultaneamente: além de gastar tempo e dinheiro, seu corpo sofre com medicamentos diferentes. É preciso ter fé, acreditar, ser racional e paciente. Portanto, confie na sua escolha, analise e seja crítico consigo mesmo para não perder o seu tempo, o tempo dos médiuns e o tempo dos guias. Ir em 7 terreiros diferentes na mesma semana significa que você, no mínimo, ocupou o lugar de outros 6 irmãos que precisam de atendimento. Não seja egoísta.

Precisamos sair da passividade e assumir uma postura mais centrada e inteligente para fazer da nossa Umbanda uma religião de respeito.

Clareza e verdade são boas pra todo mundo, e disciplina, ao contrário do que muita gente pensa, não é escravidão, é liberdade.











(baseado em texto de Daniel Nakama – médium atuante do Centro de Umbanda Carismática)

sábado, 1 de junho de 2013

OLHAI PARA SUAS SEMENTES




Vejam aonde elas são jogadas e do que elas são feitas. Algumas sementes são feitas de amor e luz, caridade e justiça, compreensão e compaixão, outras são de ira e discórdia, mágoa e rancor, ressentimentos e injúrias.
Muitas vezes não enxergamos do que é feito as nossas sementes e simplesmente atiramos ou despejamos em qualquer lugar, sem se ater do risco e dos problemas futuros que possamos causar ao nosso próximo.
Lembremos que, alguns lugares são férteis e outros não; mas, sua terra é fértil para qual tipo de semente? A semente do amor ou da discórdia?
Deves preparar vosso coração que é a sua terra, o seu terreno para ser fértil, para brotar o amor e a luz, a sabedoria e o entendimento, para que possa alicerçar frutos dos mais saborosos e nutritivos que possa se aproveitar.
Uma terra que não é boa não vai abrigar uma semente boa, assim como uma terra que é preparada para boa semente, não vai abrigar uma semente ruim.
Deves tomar cuidado com sua semente e aonde vai jogá-la. Procurai avaliar vossas atitudes todos os dias, pois somos terras em constante transformação.
Devemos nos preocupar com o que fazemos, pois uma semente atirada em terreno fértil a ela, não há mais volta, pois a semente pode crescer e brotar rapidamente, a ponto de se enraizar e ser difícil de ser arrancada.
Portanto, irmãos que estão em busca de sabedoria e entendimento. Deve preparar vosso terreno que é o vosso coração, para abrigar a semente do amor. Deve alertar aqueles irmãos que, infelizmente, deixam que seus corações abriguem desejos e formas nocivas a sua própria existência.
Deve se preocupar com que semente é jogada (palavras e ideias), pois essas que são ruins são as que brotam com mais rapidez, e uma vez que se enraizou, será difícil de arrancar.

Aquele que joga a semente da discórdia, geralmente já se nutre do fruto nocivo que já habita em teu ser. Que semente você quer jogar?

Pensem e reflitam.
Com amor,












Mensagem canalizada no dia 07/05/2013, nos trabalhos de mesa do Instituto Tupy de Xangô.