quinta-feira, 3 de novembro de 2016

AFINIDADE ENERGÉTICA E MEDIUNIDADE



Todo fenômeno mediúnico é, essencialmente, um fenômeno energético e, portanto, vibratório.

Toda comunicação, todo transe mediúnico, depende, portanto, principalmente, da afinidade energética entre médium e comunicante. Quanto mais próximos forem os padrões vibratórios dos dois, quanto mais próxima a frequência em que vibram seus pensamentos e sentimentos, quanto maior for, enfim, a sua sintonia, melhor será a comunicação e maior será a precisão e a clareza com que a informação será transmitida, seja ela escrita ou falada.

Cabe ao médium manter-se atento às energias envolvidas no trabalho em que atua, para que possa modular a sua própria frequência no sentido de facilitar o mais possível as comunicações.

Muitas vezes, isso implica em que o médium reduza seu padrão vibratório, para alcançar a frequência de uma entidade em desequilíbrio que precisa ser atendida ou ajudada.

Quando o médium conhece e domina suas próprias energias, mantendo sempre pensamentos e sentimentos elevados, é mais fácil reduzir seu padrão para esses atendimentos, retornando ao seu padrão normal logo após o afastamento da entidade.

Se, no entanto, o médium for emocionalmente instável, não dominando pensamentos e sentimentos, e não conhecendo suas energias e seu funcionamento, ele pode até entrar facilmente na faixa vibratória da entidade, mas terá grande dificuldade de sair, por estar energeticamente vulnerável, dada sua própria instabilidade emocional, espiritual e energética.

Outras vezes, ele pode ter que elevar sua frequência para permitir a comunicação de uma entidade mais elevada, para quem seria muito complicado chegar ao nosso padrão vibratório. Nesse caso, ele acelera sua vibração para a comunicação e a reduz imediatamente após o término da mesma, voltando à sua condição normal.

Vale dizer que não são só as vibrações pesadas e mais densas que causam desconforto nos médiuns. Isso também acontece com as vibrações muito elevadas, pelo fato de estarem muito acima do padrão normal dos encarnados e exigirem muito do seu corpo físico. Muitas vezes, assim como nas manifestações de espíritos desequilibrados, são necessários vários minutos para que o médium se recupere e volte ao seu padrão normal após a manifestação de uma entidade mais elevada.

Mudando o padrão energético


Para direcionar pensamentos e sentimentos, basta a ação da vontade. Do mesmo modo, para se modificar o padrão vibratório das próprias energias, basta que se coloque toda a vontade nesse propósito, usando, também, outros recursos auxiliares que facilitam a concentração, tais como a visualização, o movimento das mãos, a respiração, a captação de energias ambientes com as mãos, a movimentação de energias pelos chacras, a música, as cores, etc.


Todos somos capazes de alterar o padrão vibratório das energias à nossa volta, inclusive a de outras pessoas, bastando que trabalhemos para isso com pensamentos e sentimentos apoiados em vontade forte.







terça-feira, 1 de novembro de 2016

MEDIUNIDADE E A VIDA SOCIAL, PROFISSIONAL E FAMILIAR




Ramatis, no livro Mediunismo, nos diz que, “considerando que a faculdade mediúnica “de prova” ou “de obrigação” é sempre o acréscimo que o Alto concede ao espírito endividado para conseguir a sua reabilitação espiritual, sob hipótese nenhuma deve ela ser negociada ou vilipendiada.

É o serviço de confiança que o médium exerce em favor alheio sem deixar de cumprir todas as suas obrigações para com a família, a sociedade e os poderes públicos. Os mentores siderais não lhe exigem o sacrifício econômico da família, a negligência educativa da prole, o descuido com as necessidades justas da parentela, para só atender indiscriminadamente ao exercício de sua faculdade.

“Cada médium, como espírito em evolução, conduz o seu próprio fardo cármico, gerado no pretérito delituoso, o que também lhe determina as obrigações em comum no lar, onde vítimas e algozes, amigos e adversários de ontem empreendem o curso de aproximação espiritual definitiva. Assim é que, em última hipótese, deve prevalecer sobre o serviço mediúnico o cumprimento exato das determinações cármicas que lhe deram origem à existência na matéria”.

Mediunidade como capacidade permanente, não ocasional.

Infelizmente, a mediunidade não vem equipada com botão “liga-desliga” e SER médium é muito diferente de apenas ESTAR médium. O que isso quer dizer? Quer dizer que mediunidade não é uma capacidade que podemos escolher quando ativar e desativar.

É exatamente como qualquer sentido físico: não podemos escolher quando enxergar ou ouvir.

Do mesmo modo, não podemos escolher quando ser médiuns e quando não ser médiuns. Somos médiuns 24 h por dia, sete dias por semana, durante toda a nossa vida.

E isso tem implicações muito importantes para o médium responsável e consciente do seu trabalho, pois, como diz Maria Aparecida Martins, “somos médiuns uns dos outros, compramos, muitas vezes, o mau humor do pai, o vitimismo da mãe, o desânimo do marido.”

Além disso, como já vimos, o trabalho mediúnico não se restringe à atuação do médium no grupo que frequenta, nem se limita ao dia em que este grupo se reúne para trabalhar. Ele vai além, ocupando toda a vida do médium, e está presente em todas as atividades que desempenha.