terça-feira, 10 de julho de 2018

SER UMBANDISTA DE CORAÇÃO







Muitas pessoas se dizem umbandistas, batem no peito, orgulhosamente dizendo a si mesmo que a Umbanda é a religião que toca e comanda seu coração.

Mas ai que está o porém e a pergunta...

O que é ser umbandista?

Uma das primeiras coisas que devemos entender é que nunca devemos ter vergonha em demonstrar, não só a nós mesmos, mas a todos nossos semelhantes que amamos incondicionalmente essa religião tão maravilhosa, tão bela, mas tão mal compreendida.

É inaceitável que um umbandista tenha vergonha de expressar seu amor pela religião, ou que tenha vergonha de ser identificado como um irmão de terreiro.

Nós umbandistas de coração devemos nos dar acima de tudo a caridade de um trabalho espiritual.
Devemos saber e entender que uma casa, um terreiro, um centro de Umbanda é um local espiritual, e devemos entender que esses locais representam a bela Umbanda.

Devemos crer que temos que respeitar para sermos respeitados, ouvir para que sejamos ouvidos, é sabermos amar para que sejamos amados, e principalmente saber darmos um pouco de nós para que assim recebamos a luz divina de Deus dentro de nosso coração.

Devemos ter a percepção que a Umbanda não faz e nunca fez milagres, e termos a compreensão de quem faz é Deus, e esses milagres só quem os recebe são aqueles que realmente os mereceram.

Temos que ter a grande compreensão de que uma casa de Umbanda não é comércio de bênçãos, não vende e nem dá salvação, porém oferece a ajuda para aquele que deseja encontrar um caminho de luz rumo a Deus.

O umbandista é aquele que respeita a casa que se encontra, por seu Zelador de Santo e pela própria religião de Umbanda como um todo.

O umbandista é aquele que não é dominado pela vaidade, pelo orgulho, pelo ódio, pela prepotência, pela promiscuidade. É aquele que sabe tirar suas dúvidas com seu Zelador, sabe conversar expondo tudo aquilo que deseja entender.

O umbandista deve saber que nem sempre estamos preparados, que é necessário muita dedicação, tempo e boa vontade para os trabalhos de Umbanda. Devemos entrar no terreiro sem ter hora para sairmos, ou sair apenas após o último consulente ter sido atendido.
  
Ser umbandista é entregar a coroa a nossos Orixás, para que assim ele me revigore com sua força, deixando-me forte o suficiente para que eu possa viver meu dia em uma luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.

O umbandista é aquele que ama e defende sua religião, mesmo sendo chamado de louco, atrasado, ignorante, feiticeiro, e mesmo assim dedica-lhe todo carinho e amor que ela merece.

O umbandista é aquele que mesmo atacado, ofendido fisicamente, espiritualmente ou moralmente pelos hipócritas e falsos religiosos, continua mesmo assim amando a linda Umbanda.


O umbandista deve ser umbandista, sempre pedindo ao Pai Maior que ele não esteja apenas sendo umbandista. É acreditar que mesmo nos piores momentos da vida, com as maiores mazelas, com as maiores decepções, mesmo estando em épocas ruins espiritualmente ou materialmente, que os Orixás e as Entidades de Luz mesmo que não possam nos tirar daquela situação por termos que passar por aquilo, estarão ali, ao nosso lado em todos os momentos nos dando ânimo, força e coragem, pois para sermos verdadeiramente umbandistas, devemos crer nessas divindades sublimes, pois elas são a representatividade da pura essência de Deus, nosso amado Pai Maior.

    Ser umbandista é vestir o branco sem vaidade.

É não ter orgulho quando se recebe um agradecimento de alguém que você nunca viu, simplesmente porque uma de suas Entidades de Luz o ajudou a não ter orgulho.

É colocar suas guias de trabalho e sentir o peso da responsabilidade, onde muitos sentem apenas a vaidade e a ostentação.

Ser umbandista é se entregar definitivamente a caridade, chorar, sorrir, respirar, andar dentro de uma religião sem desejar nada em troca.

Ser umbandista é entender que não se deve pedir em causa própria, ter vergonha de pedir as Entidades de Luz por si mesmo, e não ter vergonha de pedir por um irmão necessitado.


É estar sempre pronto para servir a espiritualidade e auxiliar aos consulentes, seja nos terreiros, nos templos, nas casas, nas macaias, nos caminhos, ou em qualquer lugar que haja a necessidade de nosso trabalho.

É saber que ao estar incorporado não é você a estrela do terreiro, é respeitar cada momento da Entidade de Luz, seus gestos, seus atos, suas palavras.

Ser umbandista é sentir a satisfação de ver um consulente entrar em um terreiro chorando em desespero, e vê-lo sair mais tarde da Gira sorrindo.

É saber que se deve ter atitude, que só palavras não bastam, se deve falar e fazer,pensar e ser,ser e nunca estar.

É saber que a Umbanda não vê raça, não vê cor, não vê status social, não vê poderes econômicos, não vê credo. Ela só vê caridade, ajuda, luta, justiça, cura, vê os problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar as causas dificultosas daqueles que a procura.

É saber que não é você que escolheu a Umbanda, e sim que foi a Umbanda quem escolheu você.

Ser de Umbanda é amar com todas as forças essa maravilhosa religião, abençoada pelas Entidades de Luz, pelos Orixás e por Deus.

Então fale a todos que você é umbandista, mostre seu amor e sua dedicação aos Orixás e as entidades de luz.

    A Umbanda é linda!









quinta-feira, 5 de julho de 2018

A HIERARQUIA ESPIRITUAL










A Vibração Original tem Sete Orixás Principais não incorporantes e dirigentes de suas Sete Legiões. Estes têm como seus prepostos, 49 Orixás Chefes de Falanges e 343 Orixás Chefes de Subfalanges, que tomam seus nomes para dirigirem os demais componentes da Linha. Os componentes imediatos são classificados como Guias e Chefes de Agrupamentos e os outros, em sentido descendente, são chamados Protetores.


Os Orixás Intermediários de 1º Grau na função de Chefes de Legião são seres superiores que nunca passaram pela forma humana, portanto, nunca encarnaram.


Os Espíritos militantes da Lei de Umbanda só usam os mesmos nomes dos seus Chefes de Legiões, quando são, exclusivamente do 1º Plano, ou seja, até a função de Chefes de Subfalanges. Daí para baixo, não se pautam mais por esta regra, variando, embora, na mesma ligação afim.


Importante esclarecer que, por força do sincretismo, existe a associação dos Orixás com Santos Católicos, todavia, não se considera na Umbanda a chefia de uma Vibração (ou Linha) por parte destes Santos, tendo em vista que os Orixás existem desde o início dos tempos e os Santos Católicos viveram em sua maioria depois do advento do Cristo Jesus, conforme exemplo abaixo:

São Sebastião viveu pelo ano 250 D.C

São Jorge viveu pelo ano 280 D.C.

São Jerônimo viveu do ano 347 a 420 D.C


Contudo, alguns destes mártires do cristianismo de fato, ocupam uma função na Grande Lei de Umbanda