sexta-feira, 8 de março de 2019

HORA DE TRABALHAR






Desnecessário dizer que o esforço em prol do bem deve ser incessante. Desnecessário porque vocês já sabem das orientações todas enviadas daqui para a esfera dos homens. Compete a todos - a vocês, principalmente - observar que o trabalho com o Cristo, embora conte com o beneplácito da paciência do lado de cá, espera o incansável e inadiável comprometimento. A todo instante vocês devem pensar no quanto os necessitados aguardam sua boa vontade, em quantas pessoas estão em situação de carência, caminhando ao seu lado para despertar-lhes os sentimentos de caridade e fraternidade que deve unir os homens em torno de um só objetivo.

Abram os olhos!

Oh, amigos, as lágrimas e as dores são tantas, a fome acomete a tantas pessoas, a carência de luz ante as trevas que prendem muitos homens na ignorância é tão grande!... É a vocês que já sabem do Cristo e das divinas verdades que eles procuram! É de vocês que deverá partir a iniciativa do auxílio. Nós apenas nos utilizaremos de sua disposição, porquanto não podemos agir sozinhos, posto ser preciso que vocês adquiram méritos. Não percam tempo, portanto; o trabalho não espera, ante o muito por fazer, e, se não contarmos com vocês, outros poderão ser instrumentos mais maleáveis.

O Pai, o Senhor Supremo de nossas vidas, aquele que todos os dias renova nossas oportunidades, por conhecer nossa capacidade, espera que saibamos despertar da indolência e colaborar na tarefa do aprimoramento de Sua obra, na Terra e em toda parte.

Olhem para os lados, para a frente e, como o Cristo convida, peguem da charrua para continuar a semeadura, confiantes em que a colheita será sempre proveitosa para quem decide trabalhar sem esperar recompensas. A hora é esta. A necessidade de uns é preenchida quando se pensa na necessidade dos outros. Vamos caminhar. Vamos trabalhar. Vamos?







segunda-feira, 4 de março de 2019

A OITAVA LÁGRIMA








Ah! A Oitava Lágrima.

A oitava lágrima eu vi rolar dos olhos do Caboclo de Aruanda. E então, perguntei: E essa lágrima, meu pai, o que significa?

Ele então me respondeu com a voz embargada e cheia de pesar:

“Essa lágrima, meu filho, é a mesma que desceu dos olhos do Cristo quando encontrou o querido Lázaro no túmulo.

Ela desce queimando minha face, como o sangue que desceu lá no Calvário, da cabeça divina coroada de espinhos.

Essa lágrima representa a dor e a tristeza que invade os corações de todos os Caboclos de Aruanda.

A dor em ver tantos filhos de fé retribuindo com ingratidões todos os favores a eles dispensados. Em receber em troca do amor que lhes dou, muitas flechadas embebidas no fel da discórdia e da descrença.

Representa o sofrimento em receber nas mãos os cravos da injúria daqueles que, negando a mensagem de Jesus, levantam falsas palavras contra o meu carinho e afago.

É a lágrima que ofereço aos filhos que me abandonam na jornada e na difícil tarefa de apascentar as ovelhas perdidas do Senhor.

É a lágrima que jorra todos os dias em favor dos médiuns que não aplicam seus corações nos ensinamentos que o Pai determina que eu lhes dê.

Entrego em favor dos filhos que vêm para esse pequeno paraíso, a Tenda de Umbanda, com os corações e as mentes cheios de espinhos e abrolhos que a terra seca produz.

Aos que, cegos, não conseguem ver a beleza e a pureza que, dia após dia, permito que vejam dentro do Congá o qual purifico e perfumo com as essências da caridade e do perdão.

Desce, porque sinto o peso da cruz do Nazareno e não encontro nenhum Simão para me ajudar a levantar da terra e a continuar firme em direção ao alvo que Deus, nosso Pai, quer levar a todos.

Enxuga-me os olhos, filho.

E me presenteie com o seu amor”.