segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ATIVIDADES DOUTRINÁRIAS



A opção religiosa pela UMBANDA quase sempre é precedida de muitas manifestações de preconceito, de ignorância e de intolerância. Em todos os campos de nossa vida em algum momento veremos pessoas se manifestando contra nossa opção ou querendo entender porque nos tornamos MACUMBEIROS.

A nossa trajetória espiritual é individual e intransferível e mesmo assim afeta direta e indiretamente tantas pessoas e por isso acabamos tendo que nos justificar, nos defender, tentar explicar essa opção, de foro tão intimo e que nos faz pensar em nosso livre arbítrio. O criador nos manda a terra para sermos felizes e a busca pela felicidade é uma caminhada onde teremos nossos tropeços, erros, acertos, duvidas e a umbanda não é diferente das outras religiões quando tem como objetivo levar o ser humano ao seu autoconhecimento, as respostas espirituais de nossa origem e nossa missão enquanto encarnados. Poderíamos simplesmente fechar a cara, abrir a boca e dizer “SOU MACUMBEIRO, SOU UMBANDISTA, É UM ASSUNTO MEU E ISSO NÃO LHE DIZ RESPEITO” e ainda assim não colaboraríamos em nada na construção da tão sonhada identidade umbandista. Outros não conseguem se justificar e irão usar o mesmo expediente. Mas aí estão as duas questões importantes?

Porque temos de justificar nossa opção?

Porque as vezes não conseguimos justificá-la e ajudar na construção de uma identidade Umbandista?

Porque nos faltam os argumentos ! Porque nos falta o discurso político !

Somos considerados como religião há mais de 100 anos e nesses mais de 100 anos somos perseguidos. Por sermos médiuns, por sermos uma religião que mescla influências africanas, por nos pautarmos pela tolerância e pelo amor fraternal incondicional sem preconceitos, por não segregarmos, por acolher a todos. Representamos uma ameaça. Estamos adormecidos. Não reconhecemos a nossa força. E a nossa força está na nossa organização, está no desenvolvimento e na doutrina de nossos iniciantes, de nossos jovens para que amanhã, devidamente esclarecidos tenhamos um panorama mais favorável.

Porém o desconhecimento de nossa filosofia, de nossos dogmas e da nossa religião beneficia a muitos. Aos nossos inimigos reais, aos nossos perseguidores e aos falsos umbandistas, aos falsos sacerdotes que se utilizam do saber que não tem para prender na ignorância e na fé cega aqueles que amedrontados estão na religião por entender que a mediunidade é estigma, uma doença, um problema e somos obrigados a compartilhar de nossa energia numa casa de Umbanda ou Candomblé sob a ameaça de nossos zeladores, Orixás , Guias e Protetores. Quantos em sua caminhada não ouviram de algum dirigente mal intencionado a frase ” você tem que botar branco ou então sua vida não vai andar, ou seu guia vai te castigar”. É preciso buscar pela verdade.

A verdade liberta e nos possibilita o poder de análise, o senso crítico e a escolha pela direção correta. A necessidade do estudo religioso é um fato real e isso está latente em todas as outras religiões, doutrinas e filosofias de vida como a Seicho No Ie, o kardecismo, a Igreja católica, protestante, etc.

Será que só na Umbanda o estudo não é necessário?

Será que o umbandista tem maior capacidade religiosa, cultural, humana, social e espiritual que as pessoas seguidoras de outras religiões por isso não lhe é necessário o estudo religioso? Nossa crença por sua origem ancestral e tradição ORAL pauta se na transmissão de conhecimento, na prática religiosa dentro do templo, vendo, vivendo e aprendendo tudo. Porém o mundo mudou e a informação hoje está acessível a todos em todos os níveis. Essa quantidade de informação apenas informa, portanto não forma ninguém e por isso não aceito a forma como empresas comercializam o conhecimento espiritual via internet e outros já oferecem cursos superiores de formação de Pais de Santo. Precisamos repensar a religião como processo como caminhada na construção de um saber real e não virtual.

Por outro lado entendo que hoje só está na ignorância quem quer.



E VOCÊ ? CONHECE SUA RELIGIÃO ? ESTUDA SOBRE ELA ?

















Por Alex

Fraternidade Umbandista Aldeia Caboclo Pena Branca

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