segunda-feira, 18 de maio de 2015

CONDUTA MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICA DO MÉDIUNS




1 – Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.

2 – Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo o Evangelho do Cristo Jesus e outros livros indicados, bem como assistindo palestras nesse sentido.

3 – Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.

4 – Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais sabido, muito mais “tudo” que o do seus irmão, médium também.

5 – Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência, os feitos de seus guias ou protetores. Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.

6 – Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se fanatizando e “aborrecendo” a entidade.

7 – Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.

8 – Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado “pronto” ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou protetor, Seu for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela direção do terreiro.

9 – Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testadas no terreiro.

10 – Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou daquela forma.

11 – Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maledicentes, etc... Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas...

12 – Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.

13 – Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a esperar e confiar...

14 – Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com sua consciência.

15 – Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.

16 – Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada.

17 – Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.

18 – Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 – Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o túmulo do médium.

20 – Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor. Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.
















livro: “Mistérios e Praticas na Lei de Umbanda” W.W da Matta e Silva.

sábado, 16 de maio de 2015

O SILÊNCIO COMO PROCESSO DE CURA






Vivemos em uma sociedade tecnológica onde o ruído predomina sobre o silêncio. Desde a Revolução Industrial, vimos assistindo à um aumento gradativo dos níveis das mais diversas interferências em nosso meio ambiente. Se no início os sons das máquinas a vapor,  dos primeiros automóveis e das sirenes das fábricas conduziam o homem à um novo estágio de adequação mental, assistimos hoje a reverberação desses sons sob a forma de informações múltiplas transmitidas pelos tantos meios que nos ligam ao mundo e aos demais seres (tablets, smartphones, mídias sociais, redes de tv…). Tornando-nos agentes desse processo, incorporando-nos à grande legião de homens e mulheres produtores de ruídos. O resultado disso é um emaranhado de formas-pensamentos-emoções que se solidificam no imaginário das pessoas de modo a provocar alguns descompassos, elevando os níveis de ansiedade ou causando um cansaço inexplicável que pode levar a estágios depressivos.



O descompasso parece estar vinculado a uma forma de compreensão sobre o valor do silêncio. Quando paramos para escutar uma sinfonia de Mozart, podemos nos encantar com a força de um tema. E assim ficamos enlevados, extasiados tocados pelo abstrato dos acordes. A beleza da música esta na maneira que intercala as notas. Assim como a sombra completa a luz,  também o silêncio é o complemento do som. Quando passamos a valorizar somente o efeito sonoro (que elevado ao excesso pode ser tornar ruido), deixamos de lado o alento fortalecedor daquilo que o anima, ou seja, a sua ausência, aquele intervalo entre uma nota e outra, às vezes imperceptível, noutras quase um desafio. O mesmo se aplica ao mundo das informações, notícias e possibilidades de compartilhamentos que hoje as mídias nos proporcionam. De tanto querer se mostrar e ser visto, ele se torna surdo, não ouvindo o outro, e não se permitindo ouvir em seu anseio mais puro.



O ritmo desenfreado dos nossos dias fornecem em si o próprio remédio. Cada vez mais pessoas parecem estar se voltando para uma revalorização da natureza (ao menos no nível do desejo). É importante verificar que há uma diferença entre o silêncio e o desejo do silêncio. Enquanto aquele é o resultado do processo interior de conhecimento e de concentração no momento presente, este é justamente a projeção daquilo que se anseia como ideal de silêncio, aquilo que venha calar as pulsações que oprimem e angustiam. Se vivemos em um ambiente com muito ruído, o próprio corpo anseia por seu oposto. quando percebemos isso, temos a chance de iniciar a busca pelo silêncio. De início é a força do desejo que nos move.quando conseguimos deixar que o silêncio flua, aí sim,  estaremos dentro da força de realização do prazer de estar bem consigo mesmo, independente de a nossa volta  estar rolando um funk  no último volume ou apenas o farfalhar dos ventos nas folhas das árvores.. Se seu silêncio é de paz tudo que se movimenta ao redor não causa pertubação.




O cultivo do silêncio interior é um caminho de cura. è ouvindo os intervalo entre o que somos e o que está a nossa volta, que podemos perceber a melodia de nossas vidas nos convidando a viver o momento presente.