terça-feira, 6 de novembro de 2018

PRÁTICA ESPIRITUAL NO COTIDIANO








Muitos irmãos procuram as religiões como forma de aconchego. Acreditam que templos, igrejas, centros, tendas e santuários, vão livrá-los de suas dores e sofrimentos. Ledo engano.  A religião, independente de qual seja, não resolverá seus conflitos internos como num passe de mágica.  Seu papel fundamental é conduzir o indivíduo na construção de seu conhecimento espiritual, oferecer suporte e mostrar o caminho do amor, do progresso, da luz e da caridade.

Sabe qual é o erro da maioria das pessoas? É acreditar que sua vida espiritual está separada de sua vida terrena. Sendo assim, possuem a falsa ideia de que para estabelecer a conexão divina com as consciências superiores é necessário estar fisicamente em um culto religioso e, quando lá estão, se esforçam para manter uma vibração elevada, pensamentos de progresso, postura adequada e olhares graciosos. A questão é: Quando você não está nos templos religiosos, você permanece em conexão com a divindade? Do portão pra fora, você continua em busca da prática do bem?

A todo o momento estamos em conexão com o universo. A todo o momento estamos sendo iluminados pela divindade. Que tal levar a prática espiritual para a sua vida cotidiana? As religiões te oferecem o caminho, mas para trilhá-lo você precisa fazer o exercício de empregá-lo no dia a dia. No trabalho, no seio familiar, na escola, no trânsito, no metrô. Precisamos de pessoas para colocar em prática nosso conhecimento humanitário e espiritual; para desenvolver nossas virtudes; para nos tirar de nossa zona de conforto.

Quer um exemplo? Como é que você vai desenvolver a virtude do perdão se não houver uma pessoa que te magoe? Como é que você vai desenvolver a virtude da paciência se não houver uma pessoa que te deixe irado? Como é que você vai desenvolver a virtude da serenidade se não houver alguém que lhe aborreça?

Procure refletir sobre seu dia e sobre a sua relação com a sociedade. Precisamos do outro para colocar em prática o que aprendemos com nossas religiões. Não viva numa ilha, acreditando que o seu estresse está sendo provocado pelo seu chefe, seu esposo, sua mulher, seu professor, seu namorado, o governo ou quem sabe o cachorro do vizinho que late muito alto. A paz é um bem estar interior que independe de coisas externas, é um estado de espírito pleno, sereno.

Se você começar a encarar as pessoas mais irritantes como uma oportunidade de aprimoramento de suas virtudes, passará a encarar a vida com mais leveza.

Agradeça quando alguém te incomodar, porque assim você estará tendo a oportunidade de retribuir o incômodo com indulgência.

Faça prece pelos seus inimigos e agradeça por estar tendo a oportunidade te oferecer amor como pagamento das ofensas sofridas. Deseje o bem a seu próximo, independente de quem seja. É muito fácil desejar o bem aos amigos, comece a desejar o bem a toda à humanidade.

Caso você tiver a oportunidade de fazer o bem a um irmão, faça! Não hesite! Quando você perceber a felicidade estampada na face de alguém por conta de algo que partiu de suas ações, você começará a se sentir livre de suas dores e sofrimentos. A lei universal é muito simples, toda ação gera uma reação. Então espalhe amor.











sexta-feira, 2 de novembro de 2018

VISITA A OUTRO TERREIRO,COMPROMISSO COM SUA CASA.







Mistura e confusão de fundamentos, incentiva a comparação, confunde regras e formas de conduzir ritos, etc.

Para alguns Dirigentes visitas a outras CASAS deixa o médium até à mercê de cargas e misturas de energias que podem colocar em risco o desenvolvimento do médium.

Fofocas, distorção de informações, quebra de sigilo sobre as magias e mirongas de uma Casa também podem ser pontos negativos se a pessoa que visitar outros Terreiros não tiver muito bem estruturado os valores desta religião.
Quando uma pessoa escolhe uma determinada Casa para trabalhar ela está dando aceite a tudo que ela representa. Ao entrar para uma Casa, o médium está assumindo os compromissos daquela Casa.

Quando um Guia se firma em uma Casa ele está dizendo ao médium que ali será seu local de trabalho. Por outro lado, quando o Guia e mentor espiritual diz que é hora de sair, esta ordem também é seguida.

Muitas vezes a Umbanda será nosso chamado, mas não necessariamente em uma determinada Casa.

Se você gosta de visitar outros Terreiros com grande frequência, deve se perguntar se é a hora de assumir compromissos com uma Casa ou não.

Terreiro é igual a um casamento: podemos ter amigos, porém se preferimos as baladas ao invés do matrimônio, é de se perguntar se não é melhor ficar solteiro. Quando assumimos o compromisso com uma Casa, assumimos o compromisso com tudo que ela representa.

Algumas pessoas “batem cartão” em Terreiros acreditando que a quantidade de vezes que se consulta ou que dá passagem a seu Guia é que determinará a qualidade da sua incorporação ou o grau do seu merecimento.

Estão enganados. Não é a quantidade de vezes que a gente fala com um Guia ou visita uma Casa que determina a nossa missão.

Umbanda é evolução e evoluir remete à mudança de comportamento. Se não conseguirmos cumprir e respeitar uma Casa como queremos ser respeitados?

Se não conseguirmos zelar pela força da nossa Casa, como vamos pedir força? Se não conseguirmos confiar como vamos exigir confiança?

Umbanda é uma religião onde fica claro que recebemos do mundo tudo aquilo que emanamos. Tudo aquilo que vai para o universo, o universo devolve para você.

O certo versus errado varia de Casa para Casa. Portanto, na dúvida sobre poder ou não visitar um determinado lugar, sempre consulte seu Dirigente, ainda mais se estiver compromissado com uma Casa.

Afinal de contas, mais do que respeito, este Dirigente é o responsável por tudo que acontecer com você. Daí o nome “zelador de santo”. Ele (a) é quem zela pela sua coroa, seus Guias e mentores.