segunda-feira, 13 de novembro de 2017

COMO DEVEMOS NOS PORTAR NO RECESSO DO TERREIRO





Estamos nós umbandistas de novo ao esperado final do ano, período de festas, confraternizações, e para muitos, as férias do trabalho, faculdade, escola etc..

Para não dizer todos, a maior parte dos terreiros de Umbanda e de candomblé  encerram os seus trabalhos assistenciais durante o mês de dezembro, retornando em janeiro.

Por conta desta pausa, descarta-se a necessidade do médium estar presente como de costume nos cultos e atendimentos semanais, dando a eles as suas “férias do terreiro”.

Mas sabemos que a espiritualidade, não tira férias e os guias espirituais que fazem um árduo trabalho durante todo o ano, estão aguardando os seus médiuns retornarem as suas atividades e voltarem á sua normalidade mediúnica.

E os espíritos sofredores, obsessores,eguns,quiumbas deixarão de atuar nessa época do ano?


O médium não deixa de ser médium enquanto está ausente do terreiro,nem tampouco deixa de sentir vibrações e envoltórios de suas entidades neste período,pois a espiritualidade não dorme, os guias e mentores não param e continuam prestando seus préstimos de várias outras formas astrais.

Até porque, caso haja alguma emergência espiritual, na maioria das vezes  terá o médium que recorrer ao terreio e sempre estarei presente em momentos de necessidade

Como já sabemos que a rotina astral de nossos guias não para, então devemos nos manter equilibrados e harmonizados para não sermos influenciados por energias negativas externas e internas e por nenhuma tentativa obsessora neste período de afastamento.

Podemos considerar algumas dicas fundamentais:



1- NÃO SE ESQUEÇA DE SUA MEDIUNIDADE

Os guias não precisam incorporar para manter o contato com seus aparelhos, portanto lembrem-se que em vários momentos de sua descontração ou lazer, suas entidades poderão estar ao seu lado e não concordarem com sua postura ou comportamento.

2- OS CUIDADOS DEVEM SER MANTIDOS

Se você já segue alguns rituais como tomar banho de ervas, manter a vela do anjo da guarda acesa ou seguir outros procedimentos, não deixe de fazê-los por estar de férias,lembrem-se que janeiro está aí e logo reiniciamos nossa rotina.

3- NÃO COMETA EXCESSOS

Nesse período, é comum alguns médiuns se sentirem mais livres por não estarem indo aos terreiros nem aos cultos,porém todos os excessos (alimentação,bebidas,sexo) devem ser comedidos,pois passarão um período sem se descarregar corretamente e muita carga mórbida e energias densas poderão se acumular em virtude dos excessos,verei isso quando retornarmos...



Estes procedimentos simples, que todos,indiferente da casa que frequentam,deveriam se atentar,mas muitos deixam de fazer por não acharem importante tantos cuidados.

Com estas dicas e uma dose generosa de bom senso, retornaremos aos trabalhos espirituais em janeiro tão bem quanto saímos em dezembro,com a mesma qualidade e com a mesma dedicação,pois teremos um novo ano para reafirmarmos nossa fé em nossos ideais e em nossa filosofia de vida.








quarta-feira, 8 de novembro de 2017

REENCARNAÇÃO




A reencarnação é um processo complexo. Suas variáveis decorrem do nível espiritual de cada um, levando em conta as necessidades de aprendizagem não só do espírito que volta, mas também das pessoas com as quais ele irá conviver nesse período. Quando o espírito possui mais conhecimento, pode ajudar a programar sua próxima encarnação – mas sempre com a supervisão dos espíritos superiores.

Algumas vezes, ele pretende desenvolver algum lado seu que esteja dificultando seu progresso. Então, lhe é facultado reencarnar no meio de pessoas com as quais nunca tenha se relacionado antes, a fim de trocar conhecimento. Ao reencarnar, o espírito sabe que esquecerá do passado e sente-se inseguro com isso. Natural que queira ter, como pais, pessoas amigas de outras vidas, figuras nas quais confia. Mas é bom saber que isso só será possível se elas aceitarem a responsabilidade e se essa união favorecer o processo.

Reencarnar com pessoas com as quais o espírito tem afinidade é sempre muito bom, pois permite que, juntos, eles possam apoiar-se mutuamente e progredir. Tal oportunidade não é concedida a espírito que tenha prejudicado pessoas ou criado inimizades em outras vidas. Em casos assim, a reencarnação é compulsória e quase sempre ele terá de conviver na mesma família, exatamente em meio às pessoas com as quais se desentendeu.

É uma chance que a vida oferece para que ele conheça um pouco melhor seus desafetos e modifique sua maneira de se relacionar com eles. Então, os laços de parentesco servem, a princípio, para suavizar o confronto. A mesma oportunidade é dada aos espíritos que, apesar de terem feito muitos inimigos no passado, se arrependem.

Sentem remorso e necessidade de reparar seus erros. Aí, recebem a chance de programar, com o auxílio dos mentores, a reencarnação junto dos seus inimigos. Portanto, há, ainda no astral, um trabalho de aproximação entre eles, feito pelos por espíritos superiores, para que se entendam e concordem em se relacionar de novo na Terra.

Às vezes, leva muito tempo para que eles aceitem e estejam prontos para essa nova encarnação. E, ainda assim, quando tudo está bem entre eles, podem surgir dificuldades práticas na concretização do projeto.

Em certos casos, a rejeição energética da futura mãe é tão grande que acaba se tornando uma gravidez de risco, que não chega a bom termo, sendo necessárias várias tentativas. Nesse caso, atuam também as energias do espírito reencarnante que, embora queira aproximar-se daquelas pessoas, reage instintivamente ao contato energético, que se torna insuportável para ele.

Pode acontecer que as pessoas com as quais o espírito se desentendeu no passado já a tenham perdoado - e aí elas estão livres, podendo seguir adiante sem precisar recebê-lo na família. Numa situação assim, pode reencarnar em meio a desconhecidos que precisem de ajuda. Ao ajudá-las, ele irá se libertar do remorso.


Quando o espírito progride, a noção da própria maldade lhe faz mal. Só poderá seguir adiante se conseguir livrar-se dela. Pois ninguém é vítima. Todos somos responsáveis pelas nossas escolhas. O respeito às leis cósmicas é fundamental para que nosso espírito prossiga na conquista do bem. Agir com inteligência é evitar sofrimento.