segunda-feira, 4 de julho de 2016

ATAQUES ESPIRITUAIS A CASAS ESPÍRITAS






Prezados irmãos.

Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor.

Quando nos propomos a falar da Ação das Trevas nos Grupos Espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.

No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.

Eu estava presente na reunião na qual essa entidade se manifestou.

Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse: “Seja bem vindo meu irmão!”.
Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.

Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”.

Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”.

Ela disse: “Sim”.

“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim?
Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal? Porque sou combatente das ideias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.

Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”.

O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”.

“Mas o amor não é ladainha meu irmão”.

“Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos
Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece”.

Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse:
“Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces.
Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.

O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade.
Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.

COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?

Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas.

Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal nós estamos falando destes Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral.

Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas.

Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles.

Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos.

Para ilustrar vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita.

Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo:
“Nós viemos informar que não vamos mais obsidiar vocês. Vamos para o outro grupo”.

Houve silêncio até que alguém perguntou: “Vocês não vão mais nos obsidiar, por quê?”.

O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência, tanta preguiça tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, você mesmos são obsessores uns dos outros”.

POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?

No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas.

Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota.

Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior.

Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles.

Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós.

É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.

E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?

Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio.

Uma Casa Espírita como esta possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados.

Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidade do mal entram.

Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas, as entidades dos mal já entraram.

O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem.
A ação do bem em nossa vida é fundamental.

Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito.
Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores.

No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é consequência.

Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores.
Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.

COMO É QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?

• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.

• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual..

• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.

• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos.





















Trechos retirados do Livro “ Não há mais tempo “ – Agnaldo Paviani

(postagem de i.n.e.e. – Irmãos da Nova Era Espírita )

sábado, 2 de julho de 2016

PORQUE SOU UMBANDISTA






Depois de décadas de trabalhos mediúnicos ininterruptos, sem paixões, sem chiliques, sem ilusões, sem imposições, sem fanatismos, sem condicionamentos tresloucados, sem perder a fé, como livre pensador, sei perfeitamente porque sou umbandista.

Toda semana, sei, com consciência, com amor e ardor, porque me dirijo ao Terreiro, alegremente, ao encontro dos meus ancestrais, e, juntamente, recebermos as bênçãos de Deus e toda a Espiritualidade Superior, servindo ao próximo com dedicação e amor. Com o passar dos anos, no amadurecimento abençoado, em plena força de meu raciocínio cinquentenário, encontro as respostas abençoadas da força de viver e servir a tão plena religião.

 A Umbanda me ensinou que a religião verdadeira é aquela que enternece aos corações; modifica o homem, auxilia; não impõe; não julga; não aprisiona, mas, liberta; nos faz melhores, caridosos, amorosos; nos põe de encontro com a nossa espiritualidade; nos ensina a sermos humanos; nos mostra que todos estamos ao alcance e no merecimento das benesses divinas; nos coloca diretamente, frente a frente, com os abnegados irmãos da espiritualidade, sem fantasias, sem ilusões, sem imposições, como verdadeiros filhos e irmãos.

 A Umbanda me ensinou que este mundo em que vivemos é um celeiro de bênçãos, e jamais um vale de lágrimas. Mostrou-me as belezas e as inteirezas da Mãe Natureza, onde buscamos o alento da irmandade com os nossos irmãos menores, preenchendo o nosso intimo de paz, alegria, saúde e agradecimentos ao Divino Criador por nos proporcionar tamanha bondade em repartir sua perfeita criação.

 A Umbanda me ensinou que Deus é bondade, justiça, poder, paz, serenidade, perdão. Me ensinou que Deus é Amor; que seu alimento é amor; portanto, como seus filhos, também vivemos de amor; e por isso, devemos, a todo instante e por tudo, amarmo-nos infinitamente, afim de nos alimentarmos dessa força tão poderosa. Me ensinou que Deus só deseja uma coisa: que sejamos bons em tudo o que fizermos. Me ensinou que Deus me ama do jeito que sou; que não se importa com o que sou, mas somente com o que eu faço. A única missão que me deu foi fazer o bem, esteja onde estiver, sendo o que eu sou.

 A Umbanda me ensinou que: “Fora do Amor não há Salvação”, pois Deus é Amor. Por isso, serenamente, sem imposições, sem julgamentos, sem pressão, sem condicionamentos, nos coloca frente a frente com nossos irmãos, principalmente em atendimentos fraternos, para que através da caridade desmedida e gratuita efetuadas não por nos médiuns, mas, pelos abençoados Guias e Protetores Espirituais, possamos juntos fazer somente o bem, porque é bom ser bom, e é ruim ser ruim. Afinal, a caridade é uma das maiores expressões de amor que existe. A caridade é a linguagem pela qual as preces das pessoas são ouvidas, quando se dirigem a Deus.

 A Umbanda me mostrou, através das manifestações mediúnicas, que nossos irmãos, os Guias e Protetores Espirituais, em suas simplicidades, singelezas e humildade, apresentam-se em roupagens fluídicas arquetípicas regionais, tipos sociais, ocultando suas luzes, para que possamos entender que todos podemos, irmanados, servir a Deus e ao próximo, sem as complicações metafísicas, linguísticas, teológicas, teosóficas e filosóficas, mas sim, com amor, perdão, caridade, dedicação, sutileza, firmeza, determinação, coragem, destemor, mostrando-nos que absolutamente todos, independente de credo, cor, grau social, grau escolar, grau evolucional, podemos ser instrumentos de Deus Pai para tudo e para todos.

 A Umbanda me mostrou que mesmo os nossos irmãos desafortunados, que fixam moradas temporárias no Reino da Kimbanda (Vale das Sombras), estão exercendo em pleno direito, o seu livre arbítrio. Me ensinou que estes irmãos não são ignorantes e muito menos inferiores, mas simplesmente estão vivendo como acham melhor, acreditando no que acham certo e optando por metas que acham serem corretas, e por isso devemos respeitá-los, sem julgamentos, perseguições e ódios. Me ensinou que gradativamente, todos um dia se libertarão de seus condicionamentos mentais ilusórios, deixarão de serem malvados, voltando-se então para as verdades eternas e imutáveis. Mas, salienta que não existe uma guerra de poder contra Deus, mas tão somente uma guerra de poder temporal, onde somente muitos querem impor suas realidades como verdade absoluta.

 A Umbanda me ensinou a respeitar todas as religiões como vias naturais de evolução, onde seus congregados cultuam, ensinam, doutrinam àquilo que acham serem a salvação do homem. A Umbanda me ensinou a ouvir a cada um, sem discutir, impor ou agredir. Me ensinou que somente através do exemplo dignificante, poderemos um dia sermos respeitados.

 A Umbanda me ensinou que Deus, em Sua infinita misericórdia, nos legou toda a Natureza para que pudéssemos nos servir dela com retidão, humildade, benevolência e respeito, para que, através de seus infindáveis recursos, pudéssemos nos beneficiar e beneficiar a quem nos procura.

 A Umbanda me ensinou que cada ser humano tem o sem tempo evolucional, não havendo “maior ou menor”, “mais evoluído ou menos evoluído”, mas somente, humanos em seu tempo natural, seguindo seu curso vivencial com seus passos, dentro das suas vivenciações, com seus entendimentos e devemos respeitá-los incondicionalmente, não procurando imputar-lhes nossas pretensas sabedorias por acharmos estarmos em adiantado estado de evolução.

 A Umbanda me mostrou que não existe cor de pele, credo religioso, preferências sexuais, ou seja, qualquer tipo de preconceito. Me mostrou que existem somente seres humanos, nossos irmãos, todos nascidos de um só útero divino, e a eles devemos respeito, amor, cordialidade, irmandade, perdão e paz.

 A Umbanda me mostrou que realmente – “Há mais coisas entre o Céu e a Terra, do que imagina nossa vã filosofia” – e por isso, devemos impreterivelmente respeitar as normas, as condutas, as doutrinas, as filosofias, os rituais, e as liturgias de qualquer credo religioso ou filosófico existente no mundo, sem querer impor, explicar, doutrinar, converter, a quem quer que seja. Mesmo que essas doutrinas pregam inverdades contra nós. Nos ensina que devemos divulgar nossa religiosidade através da exemplificação moral, santidade das intenções e mente ilibada. Afinal, como diz o Espírito de Miranez:


“Todo aquele que combate o tipo de fé de outro, é por não estar seguro da sua”.



 A Umbanda me aproximou de Jesus e de seus ensinamentos, fazendo-me seguir fielmente obesignado pelo Meigo Rabino, através da exemplificação de seus Emissários da Luz, que diariamente se fazem presentes na mediunidade redentora, nos trazendo o alento do amor incondicional.
A Umbanda me ensinou a ver todos como irmãos, como companheiros de jornada, sem alusões negativas e/ou depreciativas. Me ensinou que, se eu ver uma só qualidade em cada um, esta basta.

 Emmanuel, um dia disse a Chico Xavier: “Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus? - Sim, se os bons Espíritos não me abandonarem; – respondeu o médium. – Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel – mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem. – E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico. – Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço.
Porque o protetor se calasse, o rapaz perguntou: – Qual é o primeiro? A resposta veio firme: –

Disciplina. – E o segundo? – Disciplina. – E o terceiro? – Disciplina”.

A Umbanda me ensinou que não devemos trabalhar como servidores tão somente pensando estar fazendo “Caridade”, como um ato de esmola, favor ou benefício, mas sim, trabalhar com Espírito compassivo, a compaixão fervorosa que compreende a dor dos outros de forma verdadeira, sem julgamentos, sem egoísmo, sem reservas, seja o que for, material ou espiritual, procurando intervir de alguma forma, a fim de mudar o quadro de sofrimento alheio.

 A Umbanda me ensinou que o mal não existe; que o mal é o bem mal interpretado. O mal está muito mais na nossa impaciência, no nosso desequilíbrio quando exigimos determinadas concessões e privilégios, sem condições de obtê-los. Se a treva aparece é porque a luz está demorando, mas quando acendemos a luz ninguém pensa mais nas trevas. O mal não existe em substancia. É purificação.





Enfim, se fosse enumerar tudo o que a Umbanda me ensinou, precisaria de um livro só pra isso.