domingo, 9 de setembro de 2018

CONDENSADORES ENERGÉTICOS






“Figa de guiné, patuá, pé de coelho, mandinga de olho ruim, se pegar, quebra o espelho, meu Santo é forte, é quem manda no Terreiro... Um bom galho de arruda sempre ajuda a clarear, mas é bom e não pode faltar a proteção dos Orixás (...)”.

Os quatro elementos - fogo, água, terra e ar – são os formadores de tudo o que existe e, por trás do aspecto físico de cada um deles, há princípios universais presentes em determinado grau. Logo, o que se vê no plano físico é apenas um aspecto desses princípios. Os elementos são derivados do éter (Akasha), da potencialidade suprema, sutil, onipotente, o vazio no qual tudo pode se manifestar, espaço atemporal cuja vibração muda constantemente de acordo com a forma e o local

Quando se remete a essa composição universal, vemos que tudo está ligado e entendemos como os objetos são influenciados, impregnados, imantados pelas vibrações mentais, ambientais, espirituais que, com fluidos elétricos e magnéticos, exercem influência direta em tudo e em todos ao redor. Por essa condensação energética e pelas propriedades materiais (físico-químicas) específicas, tornam-se condutores, emissores, refletores, transformadores, expansores, exercendo funções de acordo com o direcionamento, a intenção.

Alguns podem assumir duas ou mais propriedades de uma só vez, como é o caso de um Congá. O fumo, outro exemplo, tem nele o fogo solar, a água, a terra e o ar, tornando-se, por essa condensação, um exponencial material de limpeza de campos deletérios. Os amuletos, objetos naturais já prontos, como cristal, trevo de quatro folhas, pé de coelho, ervas, bem como os patuás que, a partir de amuletos, são confeccionados pelo homem, são utilizados com várias finalidades, como proteção, cura, atração de prosperidade, estimulador para o reforço ou mudança de certos aspectos do ser, entre outros fins.

Quantas vezes sentimos um peso no ambiente ou conosco quando colocamos ou portamos um objeto que já tenha sido usado? Certamente ele vem impregnado de imperil, o resultado energético de irritabilidades, mágoas, desavenças, apegos. Por isso, faz-se importante a limpeza antes de seu uso. Há várias formas de limpeza energética: radiestesia, benzimentos, orações, contato com a natureza, cromoterapia, ervas, água, todos importantes mecanismos para que uma energia indesejada não tome conta da pessoa e nem do ambiente. Mesmo objetos que não possuem essa carga devem ser limpos e energizados. Há casos extremos de impregnação, em que a única solução é a destruição. Nessa limpeza, cuidado com o uso de sal grosso, pois ele limpa profundamente e neutraliza energias, sendo necessário que o bem seja reenergizado.









terça-feira, 4 de setembro de 2018

FALANGES NA UMBANDA










"É importante esclarecer algumas dúvidas mais comuns quanto à formação das falanges na umbanda. Numa determinada falange pode haver centenas de espíritos atuando com o mesmo nome, aos quais denominamos de falangeiros dos orixás. A falange de Cabocla Jurema, por exemplo,   é   constituída   de   milhares   de  espíritos   que   adotam   este   nome,   como   se  fossem procuradores diretos da vibração do orixá Oxossi. Então, sob o comando de um espírito, existe uma quantidade enorme de outros espíritos que se utilizam dessa mesma "chancela" ou "insígnia" - uma espécie de autorização dos Maiorais que regem o movimento umbandista e que identificam os que já adquiriram o direito de trabalho nas suas frentes de caridade no orbe. Na verdade, quando um médium incorpora uma Cabocla Jurema, ele se enfeixa na falange que tem uma vibração peculiar. Por isso, pode ocorrer a manifestação de centenas de caboclas juremas ao mesmo tempo, pelo Brasil afora, inclusive dentro de um mesmo terreiro.

Considerando que é possível um mesmo espírito atuar em diversas falanges com mais de um nome, de acordo com sua missão e evolução espiritual, percebemos o quanto é grande o  osso apego às entidades que nos assistem quando ouvimos corriqueiramente a seguinte afirmação de muitos médiuns: "meu guia", "meu caboclo", "meu exu". Na realidade, eles é quem nos escolhem do "lado de lá". A opção sempre parte do mundo espiritual. Quantas vezes nos achamos privilegiados por ter como guia o caboclo mais forte, quando ele está se manifestando bem ao nosso lado, no médium mais simples e prestativo do terreiro, como um humilde pai velho, por não encontrar mais no seu antigo aparelho o campo psíquico livre da erva daninha que é a sorrateira vaidade.

Da mesma forma, um espírito pode estar atuando manifestado mediunicamente em vários aparelhos ao mesmo tempo, numa diversidade de terreiros. É possível a certas entidades vibrarem numa espécie de multiplicidade vibratória (ubiquidade), pois as distâncias e o tempo do "lado de lá" diferem em muito do plano físico. Imaginemos uma mesma fonte geradora de eletricidade que alimenta muitos fios que levam a energia para vários bairros. A mesma força que entra na mansão de João, entra no casebre de José, na choupana de Maria, na casa do feirante, no apartamento do médico, sendo a origem fornecedora a mesma, ainda que mude a luminosidade e a cor aos nossos limitados olhos."






Umbanda Pé no Chão
Ramatís
 Norberto Peixoto