domingo, 3 de março de 2013

A QUESTÃO DO ÁLCOOL






Nos últimos meses, muito se tem falado a respeito do uso abusivo de Drogas no País e, dentre elas, o Álcool. A questão ganhou um enfoque particular nas discussões em torno do novo código de trânsito, que considera gravíssimo, até o uso de pequenas doses de Álcool, pelo motorista.
Depressor do Sistema Nervoso Central, o Álcool é Droga perigosa e traiçoeira, que atinge igualmente todas as parcelas da população, causando dependência e problemas físicos. São gravíssimas as conseqüências do uso crônico do Álcool. Vão das elevações de pressão arterial, às úlceras, problemas cardíacos, à cirrose hepática, às hepatites, tumores de laringe e esôfago...
O código está certo. A lei sempre esteve aí, mas nunca foi cumprida. De fato, uma pequena quantidade de bebida alcoólica pode causar problemas de coordenação motora e alterar os reflexos da pessoa que vai dirigir um automóvel. Vale a pena lembrar que o Brasil ocupa os primeiros postos, nas estatísticas mundiais de acidentes de trânsito com vítimas; estaria no Álcool, a explicação para a maioria deles.
Chamamos há pouco, essa Droga de perigosa e traiçoeira. Entretanto, a maioria das pessoas reluta ou desconhece que se trata de uma Droga e o que é pior, as pesquisas no assunto, indicam que o Álcool é a substância mais usada pelos jovens. O próprio fato de ser, paradoxalmente, Droga legalizada que pode ser livremente vendida em qualquer local: bares, padarias, supermercados, é que a torna ainda mais preocupante.
Há leis que proíbem, a menores de idade, a compra de bebidas alcoólicas mas, neste País, sobram boas leis, falta colocá-las, corajosa e civicamente, em prática!
Os próprios pais, muitas vezes, estimulam o consumo do Álcool pelos adolescentes e crianças, ora, pelo próprio exemplo - pais que bebem com freqüência, ora pelas "brincadeiras": deixam a criança tomar a "espuminha do chope", misturam vinho aos refrigerantes para elas... Além disso, o Álcool é visto como um símbolo de poder e virilidade, sendo estimulado o seu uso pelos "homenzinhos conquistadores".
Isto fica claro nas propagandas, que não só enaltecem o uso, como o estimulam, ao passarem a idéia de heróis belos e bem aceitos, para aqueles que bebem. Aqui vale ressaltar que há leis que, se restringem tais propagandas, toleram as bebidas ditas mais fracas, como a cerveja. Há também, o grande "serviço" que nos prestam as telenovelas e os filmes, onde, frente ao menor problema ou frustração, ou para comemorar qualquer evento, lá estão as doses de uísque, vodca ou vinho.
Sabemos que o Álcool pode representar a fuga de problemas. Diante de uma dificuldade maior, a pessoa se refugia na bebida e o Álcool, aos poucos, a assume e consome.
Ora, problemas todos temos. Quem já não se sentiu quase incapaz diante de "uma pedra no meio do caminho"?
 Seria, entretanto, isso, motivo para beber e aumentar os problemas?
 Será que, quando nos sentimos impotentes diante de problemas, sobre ele refletirmos, ou pedirmos ajuda a pessoas capacitadas, não conseguiremos encaminhá-los?
 "Viver é lutar"! O importante é sermos heróis do dia a dia, heróis de verdade, olhando de frente para nossas dificuldades, não o falso herói que se refugia na bebida e se compromete aos poucos.

O que fazer? Essa é a grande questão que nos inquieta. Ficar esperando por ações do Governo, parece muito perigoso e ineficaz. Há interesses das grandes empresas de bebidas alcoólicas por trás de tudo. Há poucos leitos em hospitais para cuidar de alcoolistas e dependentes químicos. A solução parece clara; provêm do velho ditado: "É melhor prevenir que remediar".

A política de prevenção é uma grande alternativa para conscientizar aqueles que já estão fazendo uso de Drogas e prevenir, de fato, outros, para que não iniciem o uso indevido. Todos devem participar! As escolas, empresas possuem papeis fundamentais neste processo.



















Fernando Falabella Tavares de Lima


Nenhum comentário:

Postar um comentário